Santa Sigarda de Sisson, mãe do capostide dos wido, São Warin - SEC. VII
Santa
Sigarda de Sisson, mãe do capostide dos wido, São Warin - SEC. VII
Santa Sigarda de Soisson – século VII (n. c. 590/95
– f. provável 4 de agosto de 678)
(
"Sigrée", "Singrada", "Sigrade",
"Siagree", "Sigarda", "Sigarde",
"Sigrada", "Sigrade D'Alsace")
INTRODUÇÃO
Há algum tempo pesquisando a origem
franca da família Cavalcanti na Toscana, havíamos criteriosamente acompanhado
os membros da linhagem wido -
membros da contagem de Hesbaye, que da cidade de Colonia decidos com Carlos
Magno iriam chegar à Toscana na peninsula italiana em auxilio ao papa. Nesta
longa pesquisa tivemos que enfrentar genealogias muitas vezes não conhecidas,
ou até mesmo encobertas.
Procuraremos
no atual trabalho, dedicado aos míticos ancestrais da família de Hesbye, a
oportunidade de explicitar ao publico europeu conhecimentos adquiridos com
esforço, solicitando a colaboração de estudiosos para a correção de possíveis
equívocos.
Sigarda de Soisson
foi mãe de São Warin (Garnier ou Guerain I de Paris e Trèves - n.
c. 612 – morto em Arras, 674 ) e de São
Leodegarius de Poitiers (Bispo de Autun n. 615 – morto 679), casada com o nobre franco Bodion de Trèves ou Bodilon de Bourgogne
(de Poitiers), Conde e Bispo de Treves (n. 600 – f. 643 erro?
ou n. 600 - f. 676) da Neustria - nobre
franco que sofreu perseguição e punições políticas.
Santa Sigarda ou de Verdun ou da Neustria foi enclausurada
no monastério de Notre Dame de Soissons a mando do prefeito de palácio da Neustria,
Ebroin - também os filhos do casal perseguidos por pretenções já de supremacia carolíngia sobre os merovíngios e fé religiosa. Santa Sigarta tem halografia documentada
por carta de seu filho Leodegardus.
O
filho Warin passando pelos mesmos problemas políticos e religiosos da família
foi lapidado - apedrejado até a morte. E Leodegart barbarizado - mantido preso
teve retirada sua língua, submetido a cruéis condições e torturas até seu
assassinato. Santa Sigrada teve seus bens confiscados, encerrada como monja em convento
na França no século sétimo, onde faleceu frente ao martírio dos filhos.
Warin, seu filho mais velho, a partir destes
episódios torna-se uma personalidade histórica marcante - símbolo dos
sofrimentos da família, capostipide da dinastia
dos wido – dinastia que mais tarde na Itália foi ainda chamada guido ou guidechi. Warin, depois São
Warin casado com Gunzie de Metz, referidos por fontes genealógicas com
seus filhos: Grimbert de Paris; São
Leutwinus (Liutwin, Lievin, contagem de Tréves) e São Lambertus de Hesbaye ou Maastrich.
Neste
atual trabalho tentaremos estabelecer a assendência genealógica de Santa
Sigarda ou Sigrada, identificando seus parentes
ainda não registrados em sua historiografia, tidos vagamente como os
Garnier de Borgonha, de Soisson. O prenome
Garnier, lembramos, adotato por seu filho S. Warin - Garnier ou Guerin I, de Paris e Trevis.
Garnier, Garrier ou Guerin são prenomes
de origem borgonhesa – com variantes
Guarino, Guarniero, Guarnieri, e em outras línguas - Werner, Warnério, Verner,
etc. (1) (2).
DESENVOLVIMENTO
- O contexto histórico e político da
vida de Santa Sigarda
Pelas inúmeras biografias por nós cuidadosamente levantadas, observamos que
os principais ascendentes da família dos
condes de Hesbaye eram, originariamente, da Borgonha e da Bavária.
Em
nossas pesquisas anteriores havíamos observado também que um dos mais antigos
ascendentes da linha dos condes de Hesbaye, São
Luitwinus,
nascido em 660 em Mettlach e
falecido 717 ou 722 em
Reims, fora casado com uma filha
de Teodon II ou V duque da Baviera, Willigard da Baviera – ela de
linhagem antiga, agilofings, linhagem
que teria governado o ducado da Baviera em nome dos reis merovíngios de 550 até 788.
Porém
os mais remotos ascendentes da família
de Hesbaye teriam sido os mártires acima citados - São Warin, tido de origem
franco-borgonhesa, e São Leodegarius
de Poitiers (Leodegar ou Léger, n. 615
– morto 2 outubro de 679 no
Sarcing, Somme) cruelmente martirizados por causas políticas. São Warin
(ou Garnier I, conde de Poitiers e de Paris,
Bispo
de Autun
– Borgonha) apedrejado aos pés do esporão rochoso em Vergy em cerca de 674, próximo á localidade de Arras. São Leodegarius
fora preso, tiraram-lhe os olhos e a língua, depois assassinado por solidariedade
à família. A carta remanescente de São Leodegarius à sua mãe registra o
drama da família.
Warin e Leodgarius por parte
materna são tidos como dos Garnier da Borgonha – a origem mais antiga da
linha wido, proveniente
dos Garnier que tomam então denominações Guerin, Gerwin, Guérin, Guy,
Warin, Warinus, Wido, Warmnus, etc. A mãe de ambos, Sigrada ou Sigarda, depois Santa Sigrada
de Sainte-Marie de Soissons, e o pai
indicado por fontes genealógicas antigas como Bodilon de Trier - nobre franco que com outros dois nobres
companheiros ao tentar reagir pelas liberdades da Neustria contra o rei fanco merovíngio Childerico I (n. 653
— f. 675) sofrera punição física, castigo que
seria vedado pelas regras francas.
O rei franco Childerico fizera como seu
prefeito do palácio da Austrásia, Vulfoaldo, também prefeito na Nêustria e
Borgonha - fato que incomodou os “neustrianos”. A gota d'água, contudo, foi a
punição ilegal (corporal) de Bodilon. Bodilon,
Amalberto e Ingoberto, três nobres neustrianos, que então conspiraram contra ele (3).
Esta família da elite franca/borgonhesa se havia desenvolvido, portanto,
em muito difícil contexto político - entre conflitos de prefeitos de palácios e
reis merovíngios, divididos entre “neustrasianos”
e “austrasianos” - todos sob o perigo de invasões muçulmanas e outras etnias
ainda não convetidas ao cristianismo pelas vizinhanças – alamannos, burgúndios, frísios,
ávaros, saxões, magiares – povos considerados “bárbaros”. Já em 496 d.C. o rei Clovis em celebre batalha
de Tolbiac havia vencido definitivamente os alamanos, e os convertido ao cristianismo em grande número em ato simbólico.
E no ano 468 o Reino de Sisson já havia sido destruído pelos francos de Clovis – reino de curta duração, uma pretensão
do General tido como galo-romano Aedius/Siagrii.
A região de Soisson fora por pouco tempo dominada pelo general Aegidius/Siagrius, tido como galo-romano, e por seu filho Siagrus (de dinastia síria), que governaram
(como dux ou rex) o chamado Reino de
Soissons de 461 – 464 - reino por fim destruído em 468 pelos reis
franceses, filhos de Clovis II. Com a
decadência e a omissão romana, o general AEgídio/Siagrii chegara a dominar esta vasta região de
Soissons, sendo depois substituído por este seu filho Siagrus. Como
rei franco, Clovis entretanto não o permitiu - o Reino de Siagrio
que foi logo adiante vencido pelos francos na Batalha de Soisson em 468. Tendo
o jovem Siagrius fugido para Toulouse, os visigodos o entregaram a
Clovis - e ele teria sido esfaqueado, morto discretamente.
.
Reino de Soisson - de Siagrio
No sec VII estes referidos conflitos políticos
e pessoais, particularmente violentos, tornar-se-ão mesmo uma guerra – “autrasianos”
contra burgúndios e “neustrianos”,
conflito que só será resolvido pelo enfrentamento militar. Quando o prefeito Varatão da Neustria
morreu em 686, o novo prefeito Bertário
entrou em guerra contra a Austrásia. Entretanto, no ano seguinte na Batalha
de Tertry o prefeito “austrasiano”
Pepino de Herthal vence o exército burgúndio-“neustriano”
sob o comando de Bertário, acompanhado por seu apoiador o rei franco “neustriano”
Teodorico III (654 — 691).
Assim, estará estabelecido o caminho da dominação “austrasiana’ no estado
franco, e a preparação para estabelecimento definitivo da dinastia carolíngia no poder.
Com a decadência
do poder da dinastia franca merovíngia
e a submissão da dinastia bávara agilolfing, tudo indica a família dos contes de Herbaye terá de decidir-se
pela acomodação e associação via casamento com os novos prefeitos vencedores –
com o filho de Pepino, Carlos Martel,
prefeito da Austrasia, agora realmente exercendo o poder. Do interesse desta
nova dinastia carolíngia que surgia
não só fazer cessar os conflitos internos, mas agora reaproximar-se da família wido, cuja respeitabilidade religiosa fora
reforçada na luta fratricida, assim facilitando o seu novo exercício de poder.
Neste sentido, uma filha de São Luitwinus
em 705, Rotrude (Chrotrud de Tiers
c. 695 - † 724) será casada com Carlos
Martel (676 - 741), na ocasião ainda “praefectus” - ela tornada duquesa de Austrasia, mãe de Carlomano
e Pepino, o Breve. Carlos Martel tornar-se o grande general
vencedor dos muçulmanos no
enfrentamento da batalha em Poitiers - a famosa Batalha de Tours
em 732 – vitória que inaugura
definitivamente poder da dinastia carolíngia
(4).
De forma resumida podemos dizer que a família de
Sta. Sigarda originária tudo indica dos Garnier
da Borbonha, desenvolve-se no sec.VII em contexto dramático de conflitos
palacianos internos entre prefeitos e reis merovíngios,
ainda entre “neustrasianos” e ‘austrasianos”, participando ainda dos conflitos
étnicos com povos vizinhos – sobretudo crescendo no martírio.
Neste
sentido os ascendentes dos condes de Herbaye, oriundos da nobreza
franco-borgonhesa, antigos associados à dinastia merovíngia e à nobreza agilolfing-bávara
por se oporem à ascensão dos prefeitos e mordomos apoiadores da nova dinastia carolíngia haviam sido martirizados e afastados
do ciclo de poder (5).
Placa
de homenagem em Arras a São Warin ainda hoje afirma:
«Le
premier seigneur de Vergy connu dans les documents serait Guérin de Vergy (ou
Warin de Vergy ou Guérin de Poitiers), frére de Saint Leger. Le maire du palais
de Neustrie Ébroïn l'aurait fait lapider vers 674 au pied de l'éperon rocheux de Vergy, peu de temps avant le
martyre de son frère»
Levando em conta as informações genealógicas
e históricas por nós obtidas sobre os descendentes do conde Warin I (São
Warim) - tidos como desta familia religiosa franco-borgonhesa unida aos agilogings da Bavária - notamos que a família de Hesbaye já no fim do século
VII, apesar das pos ligações matrimonias apaziguadoras com os carolíngios, será compelida pelos
governantes francos a estabelecer atividades de expasão militar em “marcas” distantes na periferia do reino, em direção a
leste e ao sul da Europa - onde estavam na
ocasião as frentes de luta e conflitos acessos. Estas nossas conclusões foram confirmadas em vários
trabalhos anteriores, através análises das biografias dos membros desta familia detidamente analisadas como São Chrodogangus,
Robert I de Hesbaye, Robert Le Fort; Warin II de Hesbaye e Altdorf,
ainda a linha de Nantes, Guerín de Nantes, Lampert de Nantes e outros.
- Ascendência de Santa Sigarda
Como afirmamos na “Introdução” neste atual
trabalho, pretendemos encontrar as possíveis origens genealógicas de Santa Sigarda, casada como o franco Bodion da Neustria, seus ascendentes
tidos como os Garnier de Borgonha, de Soisson – notando desde já que o prenome
Garnier até mesmo adotado por seu filho São Warin (Warin I, Garnier ou Guerin I
de Paris e Trevis). Garnier ou Garrier ou Guerin, nomes de origem
borgonhesa.
Os
mais antigos ascendentes da família wido
de Hesbaye por nós encontrados teriam sido os irmãos mártires citados acima,
São Leodegarius de Poitiers
(Leodegar, Léger, n. 615 – morto em dois outubros de 679, no Sarcing, Somme) e São
Warin (Guerain,
Garnier, nascido c. 612- morto em Arras em 674), ambos tidos como da nobreza
franco-borgonhesa, mas que haviam
sido cruelmente martirizados por causas políticas, na ocasião da substituição
da antiga dinastia merovíngia pelas
mais nova e aguerrida dinastia carolíngia,
melhor adaptáveis às novas circunstâncias de defesa.
São
Leodegarius fora preso, tiraram-lhe cruelmente os olhos e a língua, depois
assassinado - seu irmão São Warin
(Garnier I, conde de Poitiers e de Paris, Conde de Palácio, Bispo
de Autun) no
fim do século em solidariedade à família apedrejado aos pés do esporão rochoso
na localidade de Arras em Vergy, atual Borgonha do Sul. Carta remanescente de Leodegarius à sua mãe e documento que
testemunha o drama e hoje documenta a biografia da família.
Leodgarius e Warin por parte materna tidos
tradicionalmente como dos Garnier da Borgonha – a origem provavelmente mais antiga
da linha wido (dos
Garnier, Guerin, Gerwin, Guérin,
Warin, Warinus, Warmnus). A mãe de ambos Sigrada, compelida a permanecer em convento, tornada mais tarde Sta.
Sigrada de Sainte-Marie de Soissons; o pai
indicado por fontes genealógicas antigas como Bodilon de Trier – nobre franco que sofrera punição física ao
tentar reagir pelas liberdades da Neustria.
Em
nossas pesquisas muito criteriosas e o mais possível abalizadas por documentos,
havíamos observado na genealogia do wido
outro conversor e santo da dinastia dos condes de Hesbaye - São Luitwinus (também
chamado S.Lèger) nascido em 660 em Mettlach e falecido 717
ou 722 em Reims,
casado com uma filha de Teodorico ou Todon II ou V (n. 630 – f. 11 de dezembro
c. 718) duque da Baviera, Willigard da Baviera – ela, portanto de
linhagem muito antiga, agilofings, linhagem
que teria governado o ducado da Baviera em nome dos reis merovíngios de 550 até 788.
Constatado nas várias biografias
e fontes genealógicas por nós cuidadosamente levantadas e cotejadas que os ascendentes
da família dos condes de Hesbaye
eram originários da Neustria, da Borgonha, igualmente com ancestrais baváros
- família da elite franca já convertida ao cristianismo e, por seus valores,
desenvolvida em muito difícil contexto político ainda não tão rigorosamente religiosa
- conflitos estabelecidos entre reis merovíngios
e prefeitos de palácios protetores de carolígios,
divididos entre neustrasianos e austrasianos - ainda nos séculos VII e
VIII, sob o perigo de invasões muçulmanas
e de variadas etnias não convertidas que cercavam os francos – alamani, frísios, ávaros, lombardos, saxões,
magiares – etnias ainda de atividades produtivas não muito desenvolvidas na
época, de costumes por vezes violentos, prestes a realizarem invasões de
Igrejas, etc.
Portanto, é neste contexto que
se desenvolvem a notável dinastia dos Wido
de Hesbaye – contexto de enfrentamentos étnicos e dinásticos que tomam caracter
político-militar, constrangendo uma família tão religiosa e persistente por
seus princípios morais, até mesmo nos séculos seguintes - dinastia que é origem
de tantas casas reais européias e mesmo famílias de prestigio e grande poder
ainda na Itália (6).
No
artigo “As tradições de origem no Reino franco de Cavalcanti e Monaldeschi”, por
nós publicado na “Revista InComunidade” do Porto em junho de 2017 chegamos a
montar um quadro genealógico da dinastia dos condes de Hesbaye, oriunda
da região do centro franco - condes e religiosos descendentes de Warin que por
longo tempo ainda estiveram atuando pelo reino frnco, até mesmo militarmente. Resumimos
e adaptamos agora este quadro, trabalho que em futuro pretendemos apresentar
ampliado, com maiores detalhes e aprofundamento, com todas as fontes e
informações bibliográficas relativas. Artigo em elaboração, mas já aberto ao público.
Chamamos
a atenção do leitor para o fato de termos constatado, tanto na ascendêcia e na descendência de Sta Sigarda e do martir São Warim, várias outras personalidades santificadas –
característica que inicialmente nos surpreendeu, mas que compreendemos como peculiares do período de Alta Idade Media - período de muitas conversões religiosas ao
cristianismo, e mesmo ainda de grandes exigências morais de sobriedade no
comportamento.
Nesta oportunidade aproveitamos para, em largas pinceladas, apresentar os
perfis dos primeiros wido identificados, bem como destacar suas conquistas e
vicissitudes:
-
Dinastia
franco-borgonhesa Wido – capostipide
franco-borgonhês conde Warin I (São Warin), Conde de Palácio,
centro franco.
S.Warinus ou
Warin (Varinus) de Poitiers (Varinus,
Warin, Gerinus, Guérin, Garnier) de origem franco-borgonhesa, Conde de Poitiers e de Paris. Filho de Sta. Sigarda e Bodilon
de Trier da Neustria. Warin irmão mais moço de Leodegarius de
Poitiers. Nascido provávelmente c. 612
na Austrasia – falecido em Arras,
Borgonha, 674 – ainda
referidas as datas de 677 e 681 para sua morte por outras fontes genealógicas. Conde
de Palácio (Contagem de Poitiers e Trier). Em 674 (681 ou 677) Warinus foi apedrejado até a morte perto da
cidade de Arras, causada por briga entre seu irmão Leodegarius
e Ebroin, prefeito franco do
palácio da Nêustria,
inimigo de família por questões de mudança dinástica dos merovíngios para os
carolíngios. O conde Warinus
tornado mais tarde São Warinus, mártir franco. Seu irmão Leodegarius também
santificado.
Notícia sobre São Warinus na região de
Vergy na França, ainda hoje rememora: “O primeiro senhor de Vergy. Guérin de
Vergy, ou Warin de Vergy ou Guerin de Poitiers, irmão de São Leger. O prefeito
do palácio da Neustria Ebroin o fez lapidar cerca de 674 ao pé do afloramento rochoso de Vergy, pouco tempo depois do
martírio de seu irmão.”
Warin foi casado com Gunza de Metz,
neta do também célebre Arnulf de Metz – nobre franco ainda do período
merovíngio, administrador capaz de
grande religiosidade que se fez eremita. Santificado, Arnulf torna-se ancestral dos carolíngeos.
A
mãe de Warin, St. Sigrada tem sua biografia
religiosa documentada por carta de seu filho Leodegard. Sta. Sigrada mãe de St Leodegarius de Poitiers, Bispo de Autun
e também de São Warin. Referida como casada com o nobre Bodilon de
Trier - Neustria. Foi enclausurada no monatério de Notre Dame de
Soissons pelo prefeito de palácio Ebroin que, como observamos, perseguiu
sua família por motivos políticos e de fé. Sigrada além do
mais teve seus bens confiscados. Seu
filho St. Leodegart depois de barbarizado, tirada sua língua foi ainda mantido
preso, submetido a torturas e cruéis condições até seu assassinato. O filho
Warin pelos mesmo problemas políticos e
religiosos de seu irmão e da família apedrejado até a morte. Sigrada
tornou-se monja neste convento na França no sétimo século, onde
brevemente faleceu depois do martírio dos filhos. Seu neto será também o mártir,
São Lambertus, Bispo de Maastrich-Liége. St. Lambert (Landebertus de
Maastrich) proveniente do condado de Herbaye, n. 636 - f. 705, citado
abaixo.
São Warin por todos esses motivos teria
sido uma personalidade marcante, símbolo dos sofrimentos da família e que deu origem
à dinastia dos wido – na Itália dinastia
ainda chamada guido ou guidechi. São referidos por fontes genealógicas
como filhos de Warin I: São Lambertus de Hesbaye ou de Maastrich, perfil abaixo; Grimbert de Paris;
e São Lievin (ou Liutwin, Leutwinus, perfil também
abaixo, contagem de Tiers).
São Warin
foi Conde de Palácio, de Poitiers e Parismorto c. 674 - faleceu em Arras, a nosso ver nesta data.
Seguem:
- F1
- Saint Lambert (Landebertus de Maastrich) já referido em genealogia como de Herbaye, n. 636 - f. 705. St. Lambert (Landebertus de Maastrich)
proveniente do condado de Herbaye, filho do acima santificado Warin de
Poitiers (Guérin, Guido Guerino) com
Gunga de Metz.
Lambert foi
Bispo de Maastricht-Liège (Tongeren)
do ano próximo de 670 até sua morte. Cristianizador desta região de Maastrich (Flandres, Bélgica) foi educado
por seu tio Theodobertus de Maastricht, (St.
Theodard), membro da dinastia bávara antiga e agilofing, assassinado
pouco antes do próprio Warin, em cerca de
669 ou em 705.
Lambert de Maastrich igualmente pivô de enfrentamento entre merovíngios e carolíngios. Seu nome registrado na história de sua cidade, Liége,
hoje Bélgica - assassinado em sua antiga villa romana em 705, depois tornado
santo (7).
- F2-
St Liutwin ou Leudwinus,
Bispo ou Arcebispo de Trier e Bispo de Laon – também
tido como filho de São Warin I
(Guerin, Gerwin) de Poitiers, acima referido e de Gunza van Metz (Poitiers).
Nascido cerca de 660 em
Mettlach, Alemanha – falecido 717 em
Reims, França. Bispo Trier e Laon, até 717. Casado
com uma agilolfing, Willigard, filha do dux Teodoro II, duque da Bavária. Pela santidade de sua família
e a sua própria adquiriu grande relevância religiosa na época. Tem sua vida
bem estudada e balizada. Teria sido avô de Lampert II.
Neste
momento do trabalho suspendemos a apresentação da linha wido
para tentarmos fazer a junção genealogica e cronológica com os duques bávaros estabeleciados
na Alsácia no século anterior, duques que supomos estariam unidos
com a familial de Sigarda de Sisson, matiarca dos primeiros wido de Hesbaye - união que teria início por Teodobald
Von Bayern, bávaro pelo pai e búlgaro por parte de mãe; seu meio irmão de Agivald [n.c. 505 - 584], agilofing
filho do capostipide
agilofing Agiulf I e Regnaberta/Maria Geneva,
filha de rei búlgaro. A dinastia bávara por nós estudada
e apresentada no trabalho “Os Bávaros” no nosso blog.
Dinastia
dos primeiros bávaros por nós identificados:
- Agiulfo I (n. 470 – f. 512), capostipide
agilofing, nascido na Suábia (atual Baden-Wurttemberg, Alemanha) ou em
Trabzon, Turquia. Tido como capostipide da dinastia dos agilofings que permaneceram no centro
europeu e não migraram para a Galícia com o líder suevo Hermérico.
Por fontes genealógicas modernas seria filho de Agivald Agilofinges “Sangue”
[sangue agilofing], rei bávaro [415-508] e neto do rei Huno Velpio Von
Agilofing, casado com uma senhora da Alamannia (uma alamanna?). Agiulfo
I foi casado com Regnaberga (da Borgonha) von Bayern,
cristianizada Maria Geneve, nascida no Marne, (Champagne-Ardenne,
France, filha do rei búlgaro Godogisel [ II ]. Gondegisel II era filho do lider búlgaro Gundioc (ou Gondioc, Gunderi, Gundowech) de BURGONDIE,
rei búlgaro - por fontes históricas comprovadas Gondegisel enteado de Caretena, neta
do rei suevo Hermérico, teria mesmo vivido e protegido esta sua
madrasta em Geneva - ela já viúva e também madrasta/avó, avó política, tida
como “tia” da religiosa e católica
rainha Clotilde dos francos, casada com Clovis.
- Agivald [n. c. 505 - 584] agilofing [tido “dos Francos”?], filho de Agiulf I e
Regnaberta/Maria Geneva, filha do rei búlgaro. Por fonte insegura teria casado [uma segunda vez?] com
uma princesa franco/lombarda, Wisigarda (n. 528) tornada “Princess the
Franks”, ex-esposa (ou viúva?) do rei franco Theodbert (c. 504-547). Tudo indica que
Agivald e Wisigarda foram pais de Gariberto I, rei ou duque bávaro. Notado que Garibaldo nasce em 548, já um ano depois do
falecimento do rei franco Theodbert.
- Agivald (dito Agilulfus) [Bayern?] n. c. 515 – f. 537, falecido com vinte e dois anos
- a nosso ver filho da mesma Maria Geneva von Bayern (princesa burgúndia,
n. 490, da Borgonha (Marne, Champagne-Ardenne, France) com seu 2º marido,
possivelmente Agivaldo Bayern, sem paternidade definida. As datas de Agivald
Agilufus, não encaixam como filho de Agiulfo I, primeiro marido de
Maria Geneva, pois este em 515 já teria falecido. Tido também como irmão de Théodebald
Agilulfus von Bayern, logo abaixo. Adaptação de informação da fonte My
Heritage Family Tree, esta com prováveis incorreções.
à Théodebald
[I] (Agilufus, agilofing) Von Bayern (ou Theobald Bayern), n. cerca de
520, f. depois de 553 (pela data de nascimento de sua primeira filha) – agilofing bávaro sem perfil pessoal
genealogicamente referido - tudo indica filho de Maria Geneva (da Borgonha) von
Bayern (da Baviera), nascida no Marne, filha do Rei búlgaro Godogisel com um seu
segundo marido, Advaldo Bayern, sem paternidade definida.
Neste caso, o avô materno de Theobald
Bayern, o rei búlgaro Godegisel, já por fontes históricas teria
permanecido e protegido a sueva agilofing
Caretena, sua madrasta viúva na cidade de Genebra – ela também madrasta-avó
política (tida como “tia”) da rainha Clotilde.
Pela
fonte Geny, Théodbald foi casado com Lucile D'Alsace – jovem patrícia a nosso ver da família Ferreol -
família importante na Alsácia (em Douen?) pelo provável casamento de sua irmã
Deotéria Aegidius/Siagrii/Ferreol em 533 com rei franco Théodobert (n. c. 504 —
547), deste novamente separada em 540 (8).
Sua
filha Garitrude, depois santificada com numerosa, importante e também santificada
descendência (9).
Os netos de Theodobert por Garitrude
teriam gozado de prestigio na Alsácia e em Soisson (Borgonha), região
que o famoso general Aegidius chegou
a dominar e governou (como dux ou rex), o chamado Reino de Soissons de
461– 464, por fim destruído em 468
pelos reis francos, filhos de Clovis.
Sua
neta Beretrudis ou Bertrude, 582–618, Countess
of Vermandois, foi casada com o rei franco Clotario II, mãe de
Dagobert I, rei dos Francos.
OBS 1.:
Garitrude conhecida como Santa Garitrude [n. 553 ou 560 - f. 649], Contesse
d´Ostrevant, e seu neto Santo Adalard ou Adalbald d´Artois assassinado em 642
Obs.2: Da
região de Ostrevant, Hucpoldus de Hainac [c.830], conde de Ostrevant já
no período carolíngio desceu à Toscana em meados dos 800; para exercer defesa do Império. Marca da
Toscana foi ancestral direto dos Cavalcanti em Florença (documentados em 1045).
Seu tetravô por fonte genealógica fornecida pela família (fonte Geneanet) teria
sido o capostipide Ethicon, duc da Alsacia (673-692). Ver nossos trabalhos no blog.
http://rosasampaiotorres.blogspot.com/ em especial “St. Uldarich”, próximo a ser editado
(10).
à
Garitrude ou Gertrude
Patrician, von Bayern, “Sainte Gertrude", "Garritrude",
"Garitrude", "Garitrudis", "Gertrudis",
"Gertrudus", "Gertrude de Cambrai" - duchess of Franconia,
abadessa de Hamage (de Cambrai) – nasceu provavelmente pouco antes de 553 pela
data de sua primeira filha Gerberga (564–655),
e faleceu em 649. Contesse d´Ostrevant, agilofing/borgonhesa, mas de origem
búlgara pelo bisavô, rei Godegisel). Tida como filha de Theodobald Bayern acima
e da patrícia Lucille [ Ferreol ] d´Alsace, de Ponthieu. Garitrude foi santificada
(11).
Garitrude
nasceu, a nosso ver, pouco antes de 553 em
Bayern (Bavaria), Alemanha, e faleceu em 6 de dezembro de 0649, em Douai, Nord,
Nord-Pas-de-Calais. Era membro do patriciado romano pela mãe, da família
Ferreol, e casada com Ricomere de Orleans [ou Richemer ou Recimero] patrício
de família gótica - que temos como filho ou neto de Recímero, autoridade
ostrogótica na Gália um século antes, em 458, filho de Teodorico I, 1º rei
visigótico) (12).
Garitrude casada com este Recímero
ou Richemir, “duke of the Burgundians e Franconians”
teve pelo menos 4 filhos e 6
filhas. Viúva foi abadessa do convento de Hamage. Seu filho mais moço Adalbald I, Comte d'Artois, assassinado
e martirizado por antagonismo e lutas políticas na Casconha por parentes de sua
esposa, também tornado santo.
Entretando, marcando a
preeminência e acordo da família, sua filha Beretrudis ou Bertrude,
582–618, Countess of Vermandois foi casada com o rei franco Chlotar II, rei de Soissons, antes de 603 - mãe de Dagobert I, rei des Francos. Sua filha santa Eusébie e nora,
santa Rictrude, abadessa de Marchiennes, também santificadas. Santo
Adabald, pai de S.Mauront e Santa Eusébie.
Adalbald I, Comte d'Artois, 586–642,
santo e mártir assassinado, pai de Mauront. “Adalbald († 642), duc, marié à
sainte Rictrude, abbesse de Marchiennes et père de Mauront e sainte Eusébie”)
- Lista completa dos filhos de Santa Garitrude e Richemer
Lista fornecida pelas fontes
relativas à santa Garitrude. Nomes e datas da família de Santa Garitrude
(completa?), que temos como importante tronco na Alsácia - notável a santidade
e prestígio da família.
-Richemer d'Orleans (Richemir, duke of the Burgundians & Franconians)
0555–0607
-St. Gertrude von Bayern,
Duchess of Franconia, Abbesse d'Hamage.
0553–0649
Filhos do casal:
- F 1- Gerberga Von Francônia (564–655)
Gerberga é tida por fonte insegura como filha de
Santa Gertrudis von Schelde [na Bavária] (13),
Duchess of Franconia, Abbess of Hamage.
Gerberga
(564–655), Duchess of Alsace and
Franconia teria sido casada com Erchenaud
(Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) de
Alsace, der Alemannen (n. antes de
570) (por uma fonte relativa à sua filha Sigarda com listas apresentadas em
nota) (14). Teria
tido Gerberga, entretanto, um outro primeiro casamento? (Ver comentários
na “Conclusão”).
(Pela fonte
genealógica https://www.ourfamtree.org/descend. php/Gerberga-of-Franconia/3100
Ega, duc da Alsacia - Leutharius Ega teria sido Prefeito do
Palácio von Schelde / casado com
a Duquesa Gerberge von Franconia de
Burgundy - ele nascido na França c. 540, falecido França, 653. Pela fonte https://ian.traan.net/famtree/languages/en/families/Family_F249.htm filho de Leutfried 1st d'Alemannian, Duke of the Alemannians (545 - 587).
Pela fonte
https://www.ourfamtree.org/descend. php/Gerberga-of-Franconia/3100
um filho do casal teria sido Erchebaldus, duque da Asácia, n. cerca de 590, casado com Leufinda
/ Erchamaldus
Erchinold, Major Domo da França (570 - ?) informação pela fonte http://sites.rootsmagic.com/EDC1/individual.php?p=68396
Por este
filho de Gerberga, o neto Lendisius Bonifácio da Alsácia n.cerca
de 625 – 666; e seu bis-neto ainda por esta mesma fonte https://www.ourfamtree.org/descend.php/Gerberga-of-Franconia/3100
teria sido o capostipide Ethicon, duc
da Alsacia (673-692), seguido por
Aldarich Eticho Von Alsace (c.645-20 de fevereiro de 690,
Alsacia) casado com Berswinde d'Austrasia.
Obs.1: As informações sobre a descendência
eticonide
de Gerberga coincidem com as informação anteriores prestadas no nosso
trabalho “Os mais Antigos Cavalcanti”, já publicado em nosso blog
http://rosasampaiotorres.blogspot.com/
Neste
trabalho Hucbald de Hinacq, marca da
Toscana, capostipide dos ucpolding na
Toscana é apresentado como ascendente direto da família Cavalcanti - seu
tetravô foi Ethicom, duc da Alsácia (673-692)
casado com Bervinde ou Berwinde; Ethicon
de Lorraine seu triavô, eticonide, e Hugues
– bisavô, também eticonide.
Obs.2: Atenção! De forma insistente em fontes consultadas Santa
Sigarda já aparece como filha de Gerberga e Erchenaud
(Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) de Alsace, der Alemannen - referida como Sigarda de Shelde? ou Shield na Bavária e de Soisson casada
com o franco Bodion de Trier, acompanhada
por alguns de seus filhos e, pela mesma fonte insegura, suas datas cerca de 590/95 (?) - 4 de agosto de 678 (15).
O pai e avô de Siagra, neste caso, seriam
duques alamanianos submetidos já pelos
francos. Lembrando que os alamanos teriam
sido definitivamente submetidos e vencidos na batalha de Tolbiac pelos francos no
século anterior, em 496.
Observamos que, neste caso, o avô paterno de
Siagra, Leutfried 1st d'Alemannian, Duke of the Alemannians (545 – 587) por se sublevar contra o
merovíngio Childberto II (570 — 595) perdeu seu cargo, e talvez mesmo sido mandado
matar (16). Notamos também que Bodion marido de Sigada teria sido punido já no governo do rei Childerico II
(653 — 675), rei da Austrásia a
partir de 662 e da Nêustria (incluindo
a Borgonha)
a partir de 673 até sua morte em 675. Ver acima “Bodilon de Trier ou Trèves (600-676)
- nobre franco que com outros dois companheiros sofrera punição física, o que
seria vedado pelas regras francas, ao
tentar reagir pelas liberdades da Neustria contra Childerico II”). Siagra em
conseqüência colocada em mosteiro. Seus filhos: Warin apedrejado em 674 e Leodegardus
morto em 679.
Entretanto, ao fim da pesquisa nos aparece mais uma nova surpresa - Sigrada
pela fonte Geni ( https://www.geni.com/people/Saint-Sigrade-de-Verdun/6000000000078496632 ) é tida
como descendente dos Siagrii por seu
pai, Ansoud of Dijon (n. 580), possivelmente um outro filho de Gerberga
(n. 564) tido de outra união. Neste caso, primeiro marido de Gerberga teria
sido Désiré de Grandison (560),
filho de um
Salvius, conde de Albi e Herchenefreda, ainda irmão de um Siagrius (lembramos familia e dinastia de
origem antiga síria). A fonte Geni, entretretanto,
não é muito bem abalizada (17), e assim sendo nossas considerações críticas serão
colocadas na CONCLUSÃO.
Para completar o trabalho continuamos
apresentando a lista dos demais filhos de Santa Garitrude e Ricomére, que neste
caso teriam parentesco com Siagra e poderiam ainda nos auxiliar na sua melhor
identificação:
-F2 Garrier (ou Garnier?) der
Burgunden (II?), dos Garnier de Soisson? – 0570–0627
tio-avô? de Santa Siagra n.c. 595?
- seria ele pai de Bodion de Trier? (n.600 - f. 676)
marido de
Santa Sigarda, como indicam fontes inseguras citadas?
-F3 Chrodaold der Burgunden
0580–0624
-F4 Beretrudis, Countess of Vermandois
- Bertrude casada com o rei Clotário II mãe de Dagobert I, rei oes Francos. (Ver
Vermendois e os Hucbald).
0582–0618
“Beretrudis da Borgonha (ou
Burgundy) e dos Francos n. d. 582 – f. 618 - filha de Garitude e do patricio
Ricomère, nasceu depois de 582 (um
século depois da tomada do Reino de Aegidius/Sygrarius em Soisson pelos
francos em 468) na Borgonha (França)
e morreu 618 na França. Ela se casou com Chlotar
II, rei de Soissons - franco - antes de 603 (ele nascido em maio de 584 em Soissons, Aisne, Picardia
(França), e morreu em 18 de outubro de 629 em Paris, Seine, Ile-de-France
(França)” (texto do nosso trabalho “Os Agilofings”, ainda inédito).
- F5 - Eiliswintha Bertrude der
Burgunden
– 0633
- F 6- Sigebert [ou Sigefrid,
conde de Ponthieu?] - 0646
casado com a futura santa Bertha, nascida na França por volta de
640, filha do Conde Rigobert e Ursa, em Blangy, no território de Arras,
na França (18).
- F7- Adaltrudis of Soissons, tia-avó de santa Sigarda?
0582–0618
-F8 - Regintrude of the Burgundians
0582–0638
-F9- Guillebaud der Burgunden
0586–0642
-F10- Adalbald
I, Comte d'Artois (0586–0642), santo e mártir - assassinado pelos parentes
cruéis de sua mulher que o teriam martirizado - pai de Saint Mauront. Por fonte
religiosa “Adalbald († 642), duc, marié à sainte Rictrude, abbesse de
Marchiennes et père de Mauront e sainte Eusébie?”. Adalbald I, Comte d'Artois, 586–642,
santo e mártir havia sido assassinado por parentes de sua esposa Rictrude, por conflitos
de terras populações na Gasconha – por fontes religiosas seria pai de Saint
Mauront. Em breve pesquisa encontramos:
Saint Mauront em Marseille, e Maurontus líder na Provence. Para finalizar referimos ainda incipiente pesquisa
na Wikipédia com fontes: Saint Mauront em Marseille, Maurôncio de
Douai (634 – 5 de maio de 702) nobre e abade beneditino. Seus pais eram Rictrude
e Adalbard. Santo católico, com festa em 5 de maio, especialmente venerado
em Douai, na França. Suas irmãs Clotsinda, Adalsinda e Eusébia de Douai também santificadas (19).
Constatamos também que uma certa Siagra,
da familia Siagrii de geração seguinte
provavelmente teria feito
grande doação para a Abadia de Novalesa (abadia fundada em 726 e localizada em Val Cenischia - Susa), hoje pertencente à Cidade Metropolitana de Turim (20).
CONCLUSÂO
Por regiões, cidades, datas, genealogia
e personalidades muito pesquisadas, tudo indica que Santa Sigarda (n. c.
590/95 – f. 4 de agosto de 0678), da família Garnier da Borgonha tenha tido
origem também agilofing bávara e
búlgara – pelo ancestral o bávaro
agilofing Théodebald [I] (Agilufus, agilofing) Von Bayern ou
Theobald Bayern, n. 520 - f. depois de 553 - com datas por nós calculadas pelo nascimento
de sua primeira filha); ele indicado como filho de Maria Generva (da
Borgonha) von Bayern (da Baviera), nascida no Marne, filha do Rei búlgaro Godogisel, com seu segundo
marido, Advaldo Bayern.
Pela fonte Geny, Théodbald
foi casado com Lucile D'Alsace – segundo nossas pesquisas jovem patrícia
da família Ferreol - família importante na Alsácia (Douen), em
especial pelo casamento em 533 de
sua irmã, Deotéria Aegidius/Siagrii/Ferreol com o rei franco
Théodobert (n. c. 504 — 547), dele separada em 540.
Assim sendo, os netos de Theodobert
teriam gozado de prestigio na Alsácia e em Soisson (Borgonha) - região no
século anterior conflagrada pela destruição do Reino de Soisson pelos filhos do
rei Clovis (reino estabelecido por pouco tempo pelo general AEgidius-Siagrii) – vários dos
descendentes de Theodobert com biografias sofridas, vários deles religiosos
e depois santificados.
Notável foi sua filha Garitrude, conhecida
como Santa Garitrude [n. 553 ou 560 - f. 649], Contesse d´Ostrevant,
casada com o patrício Ricomère de
origem gótica - seu filho, Santo Adalard ou Adalbald d´Artois, assassinado
e martirizado por parente cruel de sua mulher no ano de 642, também
santificado. A neta de Theobald - Beretrudis ou Bertrude, 582–618, Countess
of Vermandois provavelmente casada para pacificação da região com o rei franco
Clotario II, rei de Soisson e mãe de Dagobert I, rei dos Francos.
Os
netos de Theodobald gozaram de prestígio na
Alsácia e em Soisson (Borgonha) - fato que comprovamos facilmente ao
observarmos a lista citada e elaborada dos filhos desta sua primeira filha Garitrude,
santificada.
Certamente
um desses filhos de Garitrude, condessa
de Ostrevant teria sido também ascendente de Santa Sigrada - tradicionalmente tida
como descendente dos Garnier (ou Garrier) de Soisson.
Seria Garrier (Garnier?) de Soisson, Borgonha (n. 570 – 627) ascendente
(tio-avô?) de Santa Sigrada? Outra filha de Garitrude, Adaltrudis de Soissons (582–618) pelas datas também poderia ser parente
(tia-avó) de santa Sigrada, cujas datas de nascimento não são ainda precisas
(nascida c. 590/95 – falecida provavelmente em 4 de agosto de 678, lembrando
que seu primeiro filho teria nascido em 612).
Fontes genealógicas modernas
e recentemente consultadas nos indicam que Sidarta teria sido bisneta de Santa Garitrude
– (Saint Gertrudis von Schelde
- de Sheld na Bavaria - Duchess of Franconia, Abbess of
Hamage) e neta de Gerberga da
Francônia 564–655, Duchess of Alsace e Francônia, casada com o duque alamaniano Erchenaud
(Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) de Alsace, dos Alemannen (n. antes de 570).
Sabemos que os alamanos, já no século anterior haviam
sido vencidos pelo próprio rei Clovis, submetidos e vencidos na batalha de
Tolbiac pelos francos em 496.
Lembramos
mais uma vez que no século anterior Soisson
fora região por pouco tempo dominada pelo general tido como galo-romano, Aegidius/Siagrius que governou (como dux ou rex) o chamado Reino de Soissons de 461– 464 - reino
por fim destruído em 468 pelos reis franceses, filhos de Clovis II (21). Com a decadência e a omissão romana, o general
AEgídius/Siagrii chegara a dominar esta
vasta região, o Reino de Soissons, de 461– 464 / 465, sendo depois
substituído por este seu filho Siagrus (nome
de dinastia síria). Como rei franco Clovis não o permitiu, o Reino de
Siagrius foi logo adiante destruído por seus filhos na Batalha de Soisson em 468. Tendo
Siagrius fugido para Toulouse, os visigodos o entregaram a Clovis - e
ele teria sido esfaqueado, morto discretamente (22).
Assim, surpresos pelo resultado de nossa
pesquisa, sugerimos em especial que os parentes muito próximos de Santa
Siagra (o seu avô ou bisavô político ou padrasto) poderiam ter sido duques alamanianos submetidos pelos francos no
século anterior - ela mesma, sugerimos, descendente direta desses Aegidius/Siagrii, também no século anterior submetidos
pelos francos - fato que poderia enriquecer ainda mais as nossas análises,
ampliando as perspectivas de sua biografia e mesmo o contexto histórico em que
viveu.
Leutfried 1st
d'Alemannian, Duke of the Alemannians (545 - 587), sogro de
Gerberga, por
se sublevar contra o rei franco Childeberto
II (570 — 595) teria fugido, sendo substituído e possivelmente
sido mandado matar. Também Bodion, marido de Sigarta teria sido t punido
fisicamente no governo já do rei Childerico
II (653 — 675) (ver acima nossa afirmação: “Bodilon de Trier - nobre
franco que com outros dois nobres companheiros sofrera punição física, o que
seria vedado pelas regras francas, ao tentar reagir pelas liberdades da
Neustria contra Childerico II”).
Neste
contexto político os filhos de Sigrada - Leodegarius é martirizado e morto em 679,
e Warin apedrejado em 674. Santa Siagra enclausurada
em convento, destituída de seus bens, falecendo próximo á morte de Leodegarius em
678 ou 679.
Sigrada fora enclausurada no monastério
de Notre Dame de Soissons pelo prefeito de palácio Ebroin que, como observamos, perseguiu sua
família por motivos políticos e de fé. Sigarda, além do mais, teve
seus bens confiscados. Seu filho St. Leodegart teve sua língua estirpada, mantido
preso submetido a torturas e cruéis condições, até seu assassinato. O filho
Warin pelos mesmo problemas políticos e religiosos de seu irmão e da família
apedrejado até a morte. Sigrada tornou-se monja neste convento na França
no sétimo século, onde logo faleceu pelo martírio dos filhos.
Seu neto também será
um mártir religioso - St. Lambertus, Bispo de Maastrich-Liége – ainda pivô no enfrentamento entre merovíngios e carolíngios.
Seu nome registrado na história da cidade, Liége, hoje Bélgica, assassinado
em sua antiga villa romana em 705,
depois tornado santo.
Por fonte recente já citada, Santa Sigrada ou Siagra teria tido também
uma filha, Adèle de Bourgogne (622 -?) – ver também informações
e uma possível descendente (neta?) do mesmo nome Siagra, notório na família Siagrii, que doou grande quantia em 739
para a abadia de Novalesca, abadia fundada em 726, localizada em Val Cenischia - Susa, hoje pertencente à Cidade
Metropolitana de Turim (23).
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Por tudo que
afirmamos acima, acreditamos que Santa Sigrada possa ter sido filha, sim, de Ansoud of Dijon (n. 580), outro filho de Gerberga (nascida 564)
tido de outra união – um primeiro casamento? com Désiré de Grandison (560) filho de um Salvius, conde de Albi e Herchenefreda,
irmão de um Siagrius (família que
sabemos de dinastia antiga de origem
síria, unida aos Aegidius-Siagrii).
Sigrada comprovamos
com ascendência agilofing bávara e também búlgara, já ligada ao patriciado romano (por Theobald, sua
mulher e Santa Garitrude), seria ainda colateral de duques alamanni submetidos pelos francos atravez
o casamento de Gerberga com Erchenaud (Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd)
de Alsace, der Alemannen (n.
antes de 570). Sigarda, entretanto, ela mesma descendente
direta da familia AEGIDIUS/SIAGRII (agilofings e sirios), vencidos pelos
francos no século anterior.
Resumindo, portanto, a
ascendência identificada de Santa Siagra.
triavô
- Theodobald teria sido
casado com a patrícia Lucille [Ferreol] d´Alsace, de Ponthieu
l
bisavó - Santa
Garitrude ou
Gertrude Patricia de Bayern, “Sainte Gertrude", "Garritrude",
"Garitrude", "Garitrudis", "Gertrudis",
"Gertrudus", "Gertrude de Cambrai" -
duchess of Franconia, abadessa de Hamage (de Cambrai) – nasceu
provavelmente pouco antes de 553 pela data de sua primeira filha e faleceu em
649. Contesse d´Ostrevant, agilofing/borgonhesa,
mas de origem búlgara pelo bisavô, rei
búlgaro Godegisel. Tida como filha de Theodobald Bayern acima e da patrícia
Lucille [Ferreol] d´Alsace, de Ponthieu. Garitrude foi santificada. Seus filhos
seriam tios avós de Sidarta? Garrier
(Garnier?) de Soisson, Borgonha (n. 570 – 627) ascendente (tio-avô?) de
Santa Sigrada? Outra filha de Garitrude, Adaltrudis de Soissons
(582–618) pelas datas também poderia ser parente (tia - avó) de santa Sigrada, cujas
datas não são ainda bem precisas (c. 595 – 678) lembrando que seu primeiro
filho nasceu em 612.
l
Avó - Gerberga (564–655), filha de Santa Garitrude ou
Gertrudis von Schelde (na Bavaria)
(ver nota 13), Duchess da
Franconia, Abdessa de Hamage.
Gerberga, Duquesa da Alsace e Franconia foi casada com Erchenaud (Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) da Alsacia,
dos Alemannen (n. antes de 570), Prefeito
do Palácio von Schelde (ver nota
14).
Pela
fonte genealógica https://www.ourfamtree.org/descend. php/Gerberga-of-Franconia/3100 Ega, duc da Alsacia - (Leutharius Ega) teria sido Prefeito do
Palácio von Schelde / casado com
a Duquesa Gerberge da Franconia de
Burgundia - ele nascido na França c. 540, falecido França, 653. Pela fonte https://ian.traan.net/famtree/languages/en/families/Family_F249.htm filho de Leutfried 1st d'Alemannian, Duke of the Alemannians (545 - 587). Teria tido Gerberga, entretanto, um
outro primeiro casamento? A fonte Geni apresenta o perfil de Desiré de Grandson (560) como marido de
Gerberge dos Burgundians – Assim o avô paterno de Siagra Désiré de Grandison (560) filho de um Salvius, conde de Albi e Herchenefreda,
ainda irmão de um Siagrius
(lembramos família e dinastia de origem antiga síria).
l
Pai - Ansoud of Dijon (580) Côte-d'Or,
Burgundy, (França) - da família Aegidius/Siagrius
casado com ... (mãe?)
l
Sigarda
Observações finais - Mesmo que o filho do general
Aegidius/Siagrii, de nome Syagrius tenha sido vencido pelos
francos, constatamos que esta dinastia de
origem feminina síria na Galia continuou atuante no Império Franco atravez
a dinastia dos wido de Hesbaye
e encontramos um franco, Sigramus, casado com Lalande, filha de Lampert
de Hesbaye, pai de santo Gronegangus – este em 737 primeiro-ministro
de Carlos Martel
– Ainda identificamos Saint
Syagrius (em frances: Saint-Siacre), bispo de Autun, falecido
600 d.C muito ligado à rainha Brunhilde. O rei Guntram teria enviado este conde Syagrius em uma missão
diplomática para o Império Bizantino em 585
(24).
Lembramos, finalmente, que para o apaziguamento
entre a dinastia dos widos e os carolíngios, uma filha
de São Luitwinus, Rotrude (Chrotrude) de Tiers (c. 695- f. 724) será casada com Carlos Martel (676 - 741), ele na
ocasião ainda “praefectus” - ela
tornada duquesa de Austrasia, mãe de Carlomano e Pepino, o
Breve. Carlos Martel tornar-se-á o grande general vencedor dos muçulmanos no enfrentamento em
Poitiers na famosa Batalha de Tours em 732 - batalha que inaugura definitivamente a dinastia carolíngia.
Comprovamos também, fato significativo
- da região de Ostrevant, ducado de Sta. Garitrude, seu descendente Hucpold
de Hainac (calculamos n.c. 830),
conde de Ostrevant e de palácio, filho de Girard de Marvois, de Ostrevant e
Paris, duque de Lyon, em meados do século IX, já no período da dinastia carolíngia, desceu à península italiana
intimado para ajudar na defesa da Toscana - nesta região Hucpold tornou-se
marca e capostipide dos ucpolding,
ancestrais diretos dos Cavalcanti em Florença pela primeira vez documentados no
ano de 1045 (25).
Notas
(1) Lembramos que este nome familiar do conde Warin seria
proveniente da palavra warin/hari
(warin ou wara, waran, warna = defesa proteção, guarda e hari, harja, heer -
exército) – significando defensor de exército, guarda de exército. O primeiro
elemento fonético encontrado ainda no nome Garner, Garnier, Garrier ou Guerin seria
de origem borgonhesa - variantes Guarino, Guarniero e em outras línguas Werner,
Warnério, Verner, Guarnieri (fonte Burgio Alfonso – Dizionario dei nomi
propri di persona, Roma, Hermes Edizioni, 1992, p. 347).
(2)
Sobre a origem mais antiga desta família franco–bogonhesa dos condes Warin
de Hesbaye (capostipide da dinastia wido)
já realizamos os artigos: “As origens dos Cavalcanti e Monaldeschi no centro
Franco”, publicado na revista InComunidade, do Porto ed. 57, junho de 2017; o
artigo “A dinastia Wido e os Cavalcanti”, editado pela revista Athena do Porto,
maio de 2019; “Os quatro apoiadores de Carlos Magno – O Arcebispo Wilkarius”,
publicado na revista Athena em maio de 2021, ainda “Os Bernardenga”, publicado
em 2017 no blog http://rosasampaiotorres.blog.spot.com/, “Propriedades da
antiga família Cavalcanti na Toscana” e “A Origem dos Agilofings”, neste mesmo
blog.
(3)
Pela encicloédia Britânica, Chiperico II ou Childerico (653 — 675) seria o
segundo filho mais velho de Clóvis II. Em 662, embora uma criança, ele foi
proclamado rei da Austrásia, enquanto seu irmão, Clotário III, continuou a
governar sobre o resto dos domínios herdados de seu pai. Clotário III foi a
partir de 661 por pouco tempo rei único dos francos, entregando-lhe a Austrásia
no ano seguinte. Após a morte de Clotário em 673, Teodorico III, seu irmão mais
jovem, herdou seus reinos. Quilderico logo o expulsou e tomou seu reino,
tornando-se rei de todos os francos.
(4)
Outro santo da nova geração desta família de Hesbaye foi São Chrodogangus,
filho do franco Sigramus (um Siagrii?) e de Lalandra de Herbaye que será
secretário particular, chanceler e em 737
primeiro-ministro de Carlos Martel.
Em 742 foi nomeado bispo de Metz, mas logo após a queda definitiva do último
rei merovíngio, Childerico III
em 751, Chrodogangus em 753 foi enviado em missão à península
italiana, ao Papa Estevão II para assegurar-lhe a simpatia franca contra as
incursões violentas do chefe lombardo Aistulf. Na mesma direção sul, Robert
I, dux de Hesbaye provavelmente “penalizado” foi também enviado pelos
carolíngios, nomeado “missus” na Itália junto ao papado. Consultar nossos
trabalhos publicados em várias revistas e blog, citados na nota 2.
(5)
Para que Carlos Magno no fim do século IX ampliasse o espaço de defesa e
dominação franca, ainda descesse com suas tropas francas em direção à península
italiana, outras dinastias teriam sido encarregadas de abrir este espaço e
caminho desde o tempo de seu avô Pepino de Herthal. Esta preparação em
termos diplomáticos coincide com período final da queda do reinado merovíngio. E para esta tarefa os carolíngios contaram com o especial
concurso desta dinastia da família de Hesbaye, já retomadas relações
familiares íntimas por casamento, mesmo enviados seus membros prestigiosos
junto ao papado – Robert I, S. Chrodogangus, Wilcharius –
“missii” com especiais credenciais religiosas e culturais enviados à península
para contatos diplomáticos. A dinastia de Herbaye logo tornada responsável
pela defesa das marcas da Bretanha, da Gothia e da Toscana. Os wido,
a nosso ver, propositadamente afastados do centro do poder e prestígio de que
haviam gozado no período merovíngio, agora arrebatado pelos carolíngios levados a dedica-se às atividades
diplomáticas, sujeitos até mesmo aos desafios dos enfrentamentos militares como
exímios cavaleiros. Consultar nossos trabalhos
publicados em várias revistas e blog, citados nota 2 acima.
(6) Observamos que Adalard ou Alerán descendente de S.
Warin I - filho de Isembard I, neto do conde Warin II (n.
c.723 na Turgônia, ducado da Bávaria - falecido em Narbonne, Languedoc, em
772), bisneto de Robert I, dux de
Hesbaye (doc. 732, 750, falecido 764), fora mesmo importante elo entre
esta dinastia wido de Hesbaye e as
dinastias que deste tronco central se espraiaram pela Europa - condes d´Anjou, robertinos e capetos
francesas; dinastias geroldings, hunfrings
e guelfas, notabilizadas na descida franca pelos Alpes para a Itália; e até
mesmo, para nós, os walfredo da casa
real da Catalunha; ainda os descendentes de Hucbaldo de Hainacq,
capostipide dos ucpoldings e casas italianas
como os Cavalcanti na Toscana.
Desses ucpoldings na Toscana
descenderiam os nossos Cavalcanti, tema na verdade de nosso maior interesse.
(7) Fontes locais e enciclopedica
sobre Liége: “Sabe-se que a região é habitada desde o período do Império
Romano, mas as primeiras referências escritas a Liège datam do ano 558. A cidade era, na época, conhecida
como Vico Lêudico (em latim: Vicus Leudicus). A região foi catequizada no
início do século VIII por Lamberto de Maastricht, assassinado em Liège
por volta do ano 705”.
(8) Por
fonte genealógica com nossos acrescentamentos: Deotéria (Deuderie MÉROVINGIENS d'AUSTRASIE) [por casamento]
(born de Narbonne) was born to Tonnance
II de FERREOL (born de NARBONNE), [este filho de Clarisma Syagra de FERREOL, filha de Flavius Afranius
Syagrious ou Afranius Algidiussyagrus de Lyon e de Galacia,
AEGIDIUS, Gouverneur des Gaules, Roi des Francs, c. 345-ca 399 [pai do General
AEGIDIUS] com Tonatus I Ferreol, da Gália].
Deotéria teve 4 irmãos: inclusive Lucília
de PONTHIEU (born FERREOL). [confirmando o fato, Pontthieu é praça-forte de
Montreuil-sur-Mer, Montreuil ou Montreuil-sobre-o-Mar, comuna francesa na
região administrativa de Altos da França, no departamento de Passo de Calais]
irmã que temos assim casada com o filho de Maria Geneve, Theodobald Bayern.
(9) Pela
fonte Geny, baseada na “Synopsis
Franco Merovingicae”, no fim do sec. XII escrita por Andreas Silvius,
monge de l'abbaye de Marchiennes, Theodobald teria sido o pai de
Santa Garitrude nascida 553.
Pela fonte
http://familytrees.genopro.com/Azrael/ind02627.htm citada por Geny e transcrita
abaixo, Theodebald I teria 33 anos e sua mãe, Lucile D'Alsace 19 anos quando
Santa Garitrude nasceu.
(10) Por seu pai, Hucbaldus de Hainacq seria, portanto,
descendente dos prestigiosos condes de Paris e Fazensac. Seu
tetravô por fonte genealógica fornecida pela família (geneanet) teria sido o
capostipide Ethicon, duc da Alsacia (673-692).
Mas por
sua mãe Eva de Auxerre, Hucbald liga-se a linha wido de Herbaye e bávara - neto do notório contestador bávaro em
858 Conrad I, já guelfo (fonte
geneanet confirmada por outras genealógicas), linha que chega a pelo menos
Warin II, seu tetra- avô. Sua avó casada com Conrad I foi Adélaïde,
dos antigos Sundgau da Alsácia, uma das mais antigas dinastias francas.
(11) Pela fonte
http://familytrees.genopro.com/Azrael/ind02627.htm:
“Quando St. Gertrude von Bayern, Abbesse d'Hamage, nasceu em 553, em Bayern, Alemanha, seu pai, Theodebald I, tinha 33
anos e sua mãe, Lucile D'Alsace, tinha 19 anos. Ela teve pelo menos 4 filhos e
6 filhas com Richemer d'Orleans. Ela faleceu em 6 de dezembro de 649 em Douai, Nord, Nord-Pas-de-Calais,
França, com 96 anos, e foi sepultada em Douai, Nord, Nord-Pas-de-Calais,
França. Datas de sua família na fonte Geny.
Outras fontes hagiográficas citadas:
http://www.catholic.org/saints/saint.php?saint_id=5952 / Saint Gertrude, abbess
of Hamage Saint Gertrude, abbess of Hamage.
(12) Texto do nosso trabalho “Os agilofings”, ainda inédito,
contraria a informação de Settipani quanto aos Ricomere – Por fonte
enciclopédica “un fils pour lequel l'historien Jacques Pycke propose le nom de
Richomer, mais selon Settipani, ce second Richomer est le résultat d'une erreur
ayant dédoublé un seul personnage”
Nosso texto: “Já em 458 o famoso general Aegidius/Siagrius era não só defensor
dos seus parentes “flavianos/Siagrii de Lyon”, mas também “um general defensor
fervoroso” do imperador Majoriano, rebelando-se posteriormente à sua morte
contra Ricímero, general gótico do Império Romano Ocidental. Um parente
deste Regímero, general gótico do Império Romano Ocidental provavelmente neto,
e já burgúndio ou borgonhês, teria sido casado um século depois com a agilofing Garitrude, referida
ainda como membro da classe patrícia, filha de Theobald Bayern e Lucille [Ferreol?]
d´Alsace”. Pela fonte Geny, Théodbald foi casado
com Lucile D'Alsace – jovem a nosso ver patrícia da família Ferreol
- importante família da Alsácia (Douen?) pelo provável casamento de sua irmã
Deotéria Aegidius/Siagrii/Ferreol em 533
com rei franco Théodobert (n. c. 504 — 547), deste novamente separada em 540.
(13) Fonte genealógica insegura indica
Saint Gertrudis como “von Schelde” [de Shelde, da Bavaria], Duchess of Franconia,
Abbess of Hamage. Fontes
da cidade de Oberschleißheim
dão noticias que já em 785 a
região teria sido ocupada pelos agilofings. informam que a Influência romana
se fez presente certamente no sul da Baviera por volta do nascimento de Cristo.
Por descobertas recentes uma rodovia romana teria passado por Oberschleißheim [19] Mas o fim do período romano levou a saída da
classe alta romana no século V. [20] Nos séculos 7 e 8, os agilolfings teriam trazido a cristianização e a construção de
suas próprias igrejas. Os bispos então temendo conflito com sua autoridade solicitaram
que Igrejas Proprietárias se tornassem propriedade dos bispados. O bispo Hitto
von Freising providenciou para que seu notário, Cozroh, resumisse todos os
atos de transferência em um livro tradicional . Neste livro se encontra a
primeira menção documentada de Schleißheim em uma cópia de escritura de transferência, com a
qual um Rihpald
entregou sua própria igreja e sua
propriedade chamada 'Sliuuesheim' à
diocese de Freising. [21] Este documento foi datado do ano 785. Em 1315 o local aparece como "Sleizheim". Hoje a região é centro turístico com o seu famoso
Castelo
de Schleissheim, Palácio de Verão, na cidade de
Oberschleißheim.
(14) Na
fonte recente:
rootsmagic.com/EDC1/individual.php?p=68396 o perfil de Sigrada nos
aparece:
Sigrade - St Marie Sigrada de Alsace
(Abt
595 - 677)
Aniversário |
Abt 595 |
Vale do Rio Mosela,
Austrásia, França |
|||
batizar |
617 |
||||
Morte |
677 |
Metz, Austrália |
|||
Divórcio |
Bodilon de
Bourgogne (de Poitiers) Conde e Bispo [?] de Treves |
||||
Ocupação |
Religieuse |
Famílias
Cônjuge |
Bodilon de Bourgogne (de Poitiers) Conde e Bispo de
Treves (600 - 643) |
Criança |
Adele de Bourgogne (622
- ) [e outros] |
Pai |
Erchenaud
(Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) de Alsace der Alemannen (-) |
Mãe |
Gerberga de
Franconia de Bourgondie (564 - ) |
Irmão |
der
Alemannen (585 - 681) |
Irmão |
O
perfil de seu pai na mesma fonte [seria padrasto?]:
Erchenaud (Ega/Leuthamu/Leutharis 2nd) de Alsace der
Alemannen ( - ) filho de Leutfried 1st d'Alemannian, Duke of the Alemannians (545 - 587)
Por outra fonte - Descendentes de Ega, Duque da Alsácia, BEF 0570 -
(15) Em celebre batalha contra os alamanos, o rei Clovis teria invocado o
deus de sua mulher, a rainha Clotilde, muito católica. Deste modo teria vencido
a batalha de Tolbiac em 496 d.C.
Mas no momento em que os alamanos se retiravam, Clotilde a distância teria tido
visão religiosa em que apareciam três lírios brancos, flores que Clovis depois adotou
como simbólicas, mantendo sua promessa de se manter cristão. Nesta ocasião se
fez batizar por São Remigio, juntamente com outros 3 000 francos.
(16)
Perfil de Leutfried 1st d'Alemannian, Duke of
the Alemannians (545 - 587) indica que Leutfried foi morto em 587, depois de deposto pelo rei Childeberto
II. [1] Nascimento: cerca de 545 Alsace, Grand Est, França. Morte: 587 (37-46 anos).
Fontes:
Artigo de Alamannia na Wikipédia
Artigo de Alamannia na Wikipédia
Outro
perfil de Luitfried na Wikipédia, com fontes, não refere que que tenha
sido morto.
“Leudefredo (em latim: Leudefredus) foi um
duque dos alamanos. Em 587/588
enfureceu Quildeberto II (r. 570–595), fugiu escondido e foi substituído por
Uncileno “I.[1] Martindale 1992, p. 788. Arnold Hugh Martin; Morris, John
(1992). «Leudefredus 1». The Prosopography of the Later Roman Empire -
Volume III, AD 527–641. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University
Press. ISBN 0-521-20160-8
A fonte
enciclopédica Wikipédia baseada na Enciclopedia Britânica - Childberto II ou Quildeberto II [1]
(570 — 595) foi rei merovíngio da Austrásia de 575 até sua morte em 595. Foi o
filho mais velho e sucessor de Sigeberto I, e rei da Borgonha de 592 até sua
morte, como filho adotado e sucessor de seu tio Gontrão.
(17) Fonte Geni apresenta o perfil de
Desiré de
Grandson, (560) Marido [1º marido?] de Gerberge of the Burgundians
Pai de Ansoud
of Dijon
Irmão de Syagrius, count of Albi e Brother of
Syagrius [?]
(18)
Sobre Santa Berta, abadessa - com a idade de 20 anos, em razão das
alianças políticas casou-se com Sigfrid.... Santa Berta nasceu na França
por volta do ano 640, filha de Rigoberto, conde palatino sob o reino de
Clodovil II (636-656), e de Ursona, filha do rei de Kent, Inglaterra. Clóvis II
(ou Clodoveque) (633 – 27 de novembro de 657) foi rei merovíngio da Nêustria e Borgonha, herdando os dois reinos após a
morte de seu pai Dagoberto I em 639.
(19)
A Fonte Wikipédia continua sobre São Mauronius, com nossas correções
acrescentadas: “Seu pai Adalbald tinha dois irmãos, Sigefrid, conde
de Ponthieu, e Archenald [que temos na verdade um sobrinho- Erchamaldus Erchinold
Major Domo da França (570)]
prefeito do Palácio de Clovis II, filho de Dagobert, de quem eram
parentes. Após a morte de Adalbald, seu irmão [sobrinho] Archenald
reconstruiu o castelo de Douay (que deu origem à cidade), e fundou a igreja
de Nossa Senhora, agora chamada de Saint Amatus. Amandus, ao ser banido
pelo rei Teodorico III. foi confiado aos cuidados de Mauront,
(20)
Por fonte enciclopédica bem balizada com fontes “A member of the family
Siagrii, Syagria, made a large donation of land to the monks of Novalesa Abbey
in 739”. Esta Abadia em boa posição frente ao Passo do Monte Cenis foi fundada em
30 de janeiro de 726 por um senhor franco, Abbo de Provence, cuja escritura
de doação de pergaminho ainda está preservada nos Arquivos do Estado de Turim.
[4] Acredita-se que os monges fundadores, beneditinos, tenham vindo da região
de Grenoble. [5] "The last known member of the Syagrii was an abbot
of Nantua who was mentioned in 757.”
[9]
(21) Aegidius
Afranius Syagrious ou Aegideus Afranius Syagrious
Des Reiches von Soissons (do “Reino de Sissons”) titulo com que genealogicamente
é conhecido, nascido cerca 390 ou 93 -
falecido 464 ou 465 havia começado sua carreira militar servindo sob o
comando do Imperador Majoriano. A sua família Aegidius/Siagrii de origem também síria) notamos, já unida
aos galo-romanos “flavianos” da região de Lyon. Consultar nosso trabalho “A
origem dos Agilofings”, publicado em nosso blog.
(22) Poucos
detalhes sobre confronto e a Batalha de Soissons são conhecidos, mas com
certeza seu filho Syagrius foi derrotado decisivamente e fugiu.
Perfil em enciclopédia Wikipédia comenta:
”Seu domínio passou para os francos. Como Edward Gibbon escreveu mais tarde:
"Seria pouco generoso, sem um conhecimento mais preciso de sua força e
recursos, condenar a fuga rápida de Syagrius, que escapou após a perda de uma
batalha para a corte distante de Toulouse. Toulouse era a capital de Alarico
II, rei dos visigodos. Intimidados pelos francos vitoriosos, os visigodos
aprisionaram Siágrio e o entregaram a Clóvis. Ele morreu pouco depois,
esfaqueado em segredo de acordo com Gregório de Tours”.
(23)
Sobre esta doação ver acima nota 20.
(24)
Sobre Siagrus casado com Lalande, consultar nossos trabalhos sobre os wido. Sobre Saint Syagrius (em
frances: Saint-Siacre), falecido 600 d.C, bispo de Autun
- “He was bishop of Autun from
around 560 until his death and travelled to Nanterre with Guntram for the
baptism of Chlothar II. He provided hospitality to Saint Augustine of
Canterbury on the latter's way to England. Pope Gregory I granted Syagrius the
pallium and decreed that thebishops of Autun have precedence in France after
the archbishop of Lyon]
(25) Para fontes consultar nossos vários trabalhos já citados na nota 2 e ainda vários outros
pertinentes, ediados no blog http://rosasampaiotorres.blog.spot.com/
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