A História de São Warin - capostipide da dinastia Wido
A
História de São Warin
- capostipide
da dinastia Wido -
Este trabalho é dedicado ao mítico São Warin -
capostipide da linhagem franco borgonhesa dos wido ou guido.
Esperamos ter a oportunidade de explicitar
ao publico europeu conhecimentos adquiridos com esforço prolongado, desde já
solicitando colaboração de especialistas na correção de possíveis
equívocos.
INTRODUÇÃO
Os mais antigos ascendentes da
família wido por nós encontrados
teriam sido os mártires São Leodegarius de Poitiers (Leodegar, Léger, n.
615 – f. 2 outubro de 679 no Sarcing, Somme) e seu irmão São Warin (Guerain,
Garnier, nascido c. 612) - ambos tidos como da elite franco-borgonhesa, que haviam sido cruelmente martirizados por
causas políticas na ocasião de substituição da antiga dinastia merovíngia pelas pela nova dinastia carolíngia.
São Leodegarius fora preso, tiraram-lhe os olhos e a língua,
depois assassinado - e seu irmão São Warin (Garnier I, conde de Poitiers
e de Paris, Conde de Palácio, Bispo de Autun) apedrejado em solidariedade à
família ao fim do século, no sopé do esporão rochoso da localidade de Arras, em
Vergy, atual Borgonha do Sul.
Carta remanescente de Leodegarius à sua mãe testemunha o drama e hoje
documenta a biografia desta martirizada família (1).
Leodgarius e Warin por parte materna eram tidos como dos
Garnier da Borgonha – provavelmente a origem mais antiga da linha wido
(Garnier, Guerin, Gerwin, Guérin, Warin, Warinus, Warmnus). O pai de ambos indicado
por fontes genealógicas antigas como Bodilon de Trier – nobre franco que
sofrera punição física ao tentar reagir pelas liberdades da Neustria. A mãe,
Sigrada, constatamos descendente da famíia muito antiga aegidius/siagrii teria sido então compelida a permanecer em
convento, tornada mais tarde Sta Sigrada de Sainte-Marie de Soissons. Este
drama familiar em parte já foi apresentado em nosso trabalho dedicado a Sta. Sigrada
de Sisson, publicado na Revista ConTexto.
Em nossas pesquisas muito criteriosas, o mais possível abalizadas por
documentos, havíamos observado, dando seguimento à genealogia, outro santo conversor
na dinastia - São Luitwinus (chamado também Saint Leger), nascido em 660
em Mettlach e falecido 717 ou 722 em Reims, casado com uma filha de Teodorico
II, duque da Baviera, Willigard da Baviera – ela de linhagem muito
antiga, agilofings, linhagem que
teria governado o ducado da Baviera em nome dos reis merovíngios de 550 até 788.
Constatado, portanto, pelas várias biografias e fontes genealógicas por
nós cuidadosamente levantadas e cotejadas que os ascendentes da família dos condes
de Hesbaye eram originários da Neustria, da Borgonha e da Bavária - família
da elite franca convertida ao cristianismo e por estes seus valores,
desenvolvida em muito difícil contexto político - conflitos entre reis merovíngios e prefeitos de palácios já
protetores de carolíngios, divididos
entre neustrasianos e austrasianos - ainda nos séculos VII e VIII sob o perigo
de invasões muçulmanas e de variadas etnias ainda não convertidas que cercavam
os francos - frísios, alamani, ávaros, lombardos, visigodos, saxões, magiares –
etnias de atividades produtivas não muito desenvolvidas na época, de costumes ainda
tidos como “bárbaros”.
Portanto, neste contexto de enfrentamentos militares e complexos
conflitos políticos e étnicos, esta família perseguida se desenvolve pelos séculos
seguintes muito religiosa e persistente - famíiia que vai se tornar origem de
tantas casas reais européias, de influência até mesmo na Itália.
Nesta oportunidade aproveitamos para em largas pinceladas apresentar a
descendência de S. Warin, bem como suas vicissitudes ao longo dos séculos IX quando
das invasões wikings, até o XII.
Lembrando que o corpo de São Warin - capostipide
da dinastia wido, apedrejado ao
fim do século aos pés do esporão rochoso na localidade de Arras em Vergy, personagem
de relevância histórica, havia permanecido protegido pela senhoria de Vichy
(Vexin) conhecida como a Casa de Vergy.
Na “Conclusão” tentaremos prestar informações objetivas do local em Vichy onde os restos mortais de S. Warin foram abrigados - lugar onde ele tem sido ainda homenagiado, tantos séculos a seguir sua morte.
Foto do esporão rochoso com as restantes ruínas do castelo de Vergy na
Borgonha do Sul (Vexin) onde foi enterrado S. Warin.
DESENVOLVIMENTO
Ao identificar e tentar apresentar
os seqüentes perfis de membros da dinastia wido
que contribuíram por dar prosseguimento ao Condado e Senhoria de Vergy, iremos ao
mesmo tempo acompanhando até o século XII as vicissitudes do ramo desta família
surgida no VII século. Possíveis equívocos podem ser creditados às dificuldades
do tema.
O primeiro senhor de Vergy
seria naturalmente o próprio São Warin,
Guérin ou Garnier de Vergy, Conde de Palácio franco - capostipide que fora
apedrejado ao fim do sec. VII aos pés de seu local de origem materna, o
esporão rochoso em Vergy, em Arras, pouco depois do martírio do irmão mais
velho São Leodegar. Ao capostipide seguem gerações já citadas
em trabalho anterior (1). Seus filhos possivelmente protegidos pela Igreja.
F 1 - Seu filho Santo Lambert, Landebertus de
Maastrich, Lampertt I - já referido em genealogia como de Hesbaye, n. 636 - f. 705.
F 2 - Tido também como
filho de São Warin I, Santo Liutwin
(ou Leudwinus), Bispo ou Arcebispo de Trier e Bispo de Laon.
N - O neto Lampert II (Lamperthus, Lamperto) c.
670 – f. 742. Conde de Hesbaye em 706, Contagem na Neustria. Indicado
como abade de Mettlace, bispo de Metz. Referido como Primaz da Galia e
Germânia, primeiro abade de Lorsch. Filho de Crodobertus II (650) e Doda de Poitiers.
B - O bisneto Robert, dux de Hesbaye I (falecido
764). Tido como filho de Lampert II, Conde de Hesbaye e Chrotlind,
filha de Teodorico III da Neustria e Santa Amalaberga.
Robert I foi Conde Palatino sob o rei merovíngio Childerico III, mas com
a queda definitiva dos merovíngios mais tarde foi desprestigiado. Pai de:
Tri neto - Warin
II de Aldorf e Hesbaye transferido pelos carolíngios para a frente de luta muçulmana
em Narbonne, casado na família do líder lombardo
Hyldebrando que acompanhou a descida de Carlos Magno – seus filhos lutaram nas frentes francas de Barcelona,
Córsega, Veneto e Friul, já na península italiana. Warin (III) von Thurgau
(v.771- f. depois de 786) / Isembart I von Thurgau (n. c. 750 - f. 806 /
Buchard, o Condestável (n.c.745 – f. 811), atuante na Córsega e Milo (n.747-
f. depois de 790). O conde Warin Ill,
certamente, um dos cavaleiros apoiadores de Carlos Magno em sua descida.
4º
neto - Adalard ou Alerán (c. 780 – f. 851/ 852, ou 858),
contagem de Worms e de Troyes. Adalard
IV era filho de Isembard I de Turgau (c.740-806), neto do conde Warin
II de Hesbaye e Aldorf (723-772), bisneto
de Robert I, dux de Hesbaye (f. 764). Em meados do sec. IX este
descendente de S.Warin, Adalard IV é
tido pela fonte genealógica Frank como
a origem do ramo wido da Provence - Adalard IV como seu avô por indicação dos carolíngios hávia lutado na península hispânica como Marca da
Gotia, e morrido no cerco de
Barcelona, c. 850, ou talvez um pouco mais tarde
(2).
Adalard teria sido um importante elo
entre a dinastia wido e as dinastias
que deste tronco central são derivadas por ramos dinásticos depois espalhados
por toda Europa: os hunfrings,
notabilizados na descida franca pelos Alpes para a Itália, e contestadores guelfos; os conde d´Anjou, robertinos e capetos
francesas; os conde ucpoldings na
Toscana e, a nosso ver ainda os walfredo
da casa real da Catalunha.
Entretanto,
é pela linha de outro descendente, também 4º neto de São Warin filho de Isambart I, que tem origem a chamada linhagem da Casa de Vergy
- linha dinástica que permanecera no Auvergne responsável pelos cuidados com
os restos mortais de S. Warin.
- Warin I de Auvegne, neto de Warin II de Hesbaye e
Altdorf, da contagem de Chalon, Macon e Auvergne, casado com Albane
d´Avergne em 825 desenvolve a conhecida Casa de Vergy no
século IX.
Preferimos Warin I de Auvergne,
nascido c. 770 (pela data de seu pai) – falecido 834 - data indicada pela fonte
“D'après Histoire des évêques de Mâcon, de La Rochette, 1866, p. 250. Em fonte
moderna é Indicado como casado (818) com Albane d' Auvergne. Pensamos que teria
recebido a contagem de Chalon e Macon do imperador franco Luis, o
Piedoso, por serviços prestados (pela familia?) em 834, ano mesmo de sua própria
morte. Pensamos poder caracterizar seu período como conde d´Auvergne de 819 a
834. E “Louis le Pieux aurait donné en 834 les comtés de Chalon et Mâcon à
Warin en récompense de sa fidélité” (fonte D'après Histoire des évêques de
Mâcon, de La Rochette, 1866, p. 250).
A Casa de Vergy estabelecida nos séculos IX no Castelo Fortaleza de Vergy, local onde existira no passado antigo castro romano, no Monte (Butte) de Vergy, Borgonha do Sul.
Neste local uma incrição ainda recorda São Warin: “O primeiro senhor de Vergy, Guérin de Vergy ou Warin de Vergy ou Guerin de Poitiers, irmão de São Leger. O prefeito do palácio da Nestria, Ebroin, o fez lapidar cerca de 674 ao pé do afloramento rochoso de Vergy, pouco tempo depois do martírio de seu irmão.”
Brasão
da Casa de Vergy
(“de gueules à trois quintefeuilles d'or”)
A
Warin d´Auverne segue nos cuidados da Casa de Vergy:
- Guérin I (Garnier, Warin, Guido), Conde de Chalon
de 836-853, ainda de Mâcon, Autun e Arles, personagem histórico
de relevância que dará prosseguimento à esta linhagem da chamada “Casa de Vergy”,
tendo recebendo em 841 o titulo de conde da Provence por seu apoio à Carlos o
Calvo. Ao seu filho Bernard de Chalon casado
com Lieutgarde d'Auvergne em 825, segue seu neto Teodorico ou Thierry
tido também como da Casa de Vergy, também conde de Chalon e de
Macon (820/825? - 883. Adele de Auvergne, esposa de Warin
d´Auvergne seria uma provável parente de Lieutgarde d'Avergne (c. 825) casada com Barnard, o filho
de Guerin I (3).
Na linhagem da Casa de Vergy a Guerin I seguem:
- Teodorico
ou Tierry de Vergy, conde de Châlon e de Macon entre c. 825-883.
Tierry de Vergy seria talvez em
parte da linha dos antigos Teodorico agilofing. E seu filho Manassès I, chamado O Antigo, v. 875 -
910/918 o sucede, em período ainda mais conturbado pelas invasões normandas
que pilhavam a Borgonha.
-
Manassès I, chamado O Antigo v. 875 - 910/918 (segundo “Pagi
bourguignons du royaume de Bourgogne”) teria também sido conde
de Chalon, de Beaune, de Dijon, d'Auxois, d'Avallon, d'Oscheret, de Langres,
seigneur de Vergy, casado em
composição com Emengarde, uma bolsonita, fillha de Bozon da Provence. Manassés
irmão de Walon de Vergy, bispo de Autun (4).
Neste
período conflituado de invasões, Manassès estará ao lado do duque Ricardo, o
Justiciero, bolsonida então
duque da Borgonha em luta contra os vikings que devastavam a Borgonha. Ele
participou das batalhas de Saint-Florentin e Argenteuil contra os normandos em 898 (5). Em
cerca de 910 Manassès I
seguindo os conselhos de seu filho Hervé de Vergy, também bispo de
Autun, fundou uma Abadia (Abadia
de Saint-Vivant de Vergy) em Vergy, onde as relíqueas de São Warin seriam então honradas e colocadas juntas com as de São
Vivant - colocadas e protegidas das invasões normandas. Manassès
I teria sido pai de – F 1 Hervé, bispo de Autun 920-929, - F 2 Reynard
de Vergy, 924 - F 3 Manassès II, e ainda uma outra - F 4 Emengard
[III?] (6).
A Abadia foi então construída ao sopé
sul do afloramento rochoso do castelo de Vergy, no lugar do sepultamento do ancestral
São Warin.
Detalhes são fornecidos pela fonte enciclopédica
Wikipédia:
“Em
890, durante a devastação das
invasões vikings repelidas do Ducado da Borgonha pelo Duque Ricardo da
Borgonha, o Conde Manasses I de Chalon (Conde de Chalon, Beaune,
Dijon, Auxois, Avallon, Oscheret, de Langres, senhor de Vergy do Reino
da Borgonha durante o Império carolíngio) e seu irmão, o Bispo de Autun Wallon
de Vergy, acolhem monges da Vendée [Vendeia] e sua relíquia do santo
Viventius (Sant Vivant) vinda da Palestina, para evangelizar o país de
Herbauges du Bas-Poitou. Eles fundaram esta abadia no sopé sul do
afloramento rochoso de seu castelo de Vergy, no lugar do sepultamento de seu
ancestral São Gairin [Warin] de Poitiers e Vergy, poderoso senhor do
reino merovíngio da Borgonha, mártir apedrejado no monte de Vergy em 674 e
irmão de São Léger de Autun. No ano 1000, a abadia foi anexada à abadia de
Saint-Bénigne em Dijon, depois à abadia de Cluny em 1087”.
Manassès,
o Antigo, foi conde de Chalon, de Beaune, de Dijon, d'Auxois, d'Avallon,
d'Oscheret, de Langres e Vergy até 918.
Ainda por
fonte enciclopédica francesa bem balisada:
“Em 890, durante a devastação das invasões
vikings expulsas do Ducado da Borgonha pelo duque Ricardo da Borgonha, o conde Manassès
I de Chalon (conde de Chalon, Beaune, Dijon, Auxois, Avallon, Oscheret, de
Langres, senhor de Vergy do Reino da Borgonha durante o Império Carolíngio) e
seu irmão, o bispo de Autun, Wallon de
Vergy, acolhem monges da Vendéia (e sua relíquia do santo da
Vendéia, Viventius (São Vivant), que veio da Palestina para evangelizar
a terra de Herbauges em Bas Poitou). Eles fundaram esta abadia no sopé sul do
contraforte rochoso de seu castelo de Vergy, no túmulo de seu ancestral São
Gairin de Poitiers e Vergy, poderoso senhor do reino merovíngio da Borgonha,
mártir apedrejado no Monte Vergy em 674 e irmão de Saint Léger d'Autun. No ano
1000, a abadia foi anexada à abadia de Saint-Bénigne de Dijon, depois à abadia
de Cluny em 1087” (7).
Ainda por outra fonte enciclopédica: “Manassès
I.... ao final da vida fundou o Mosteiro
de Saint-Vivant de Vergy em Curtil-Vergy a conselho de seu filho Hervé, também
conhecido como "Hervé de Chalon", bispo de Autun de 920 a 929. Neste
local permitiu além do mais a instalação dos monges de Biarne, fugitivos dos
normandos de Astings (ou Austin ou Hasting) que, por volta de 886, após o cerco
de Paris, avançavam em direção à Borgonha” (8).
Fontes mais recentes relativas à vida de Saint
Vivant procuram definir a data da construção desta Abadia em Vergy. Sabe-se
que os vikings haviam chegado à região do Mosteiro
de Amaous por volta de 888 ou 891
e o haviam incendiado (citado em Marilier 1970, p.111) Seus monges precisaram novamente
fugir. Eles chegaram então ao Château de Vergy onde o conde Manasses I de
Chalon os recebe. “Realizado no mínimo em 894, não parece, entretanto, que a
fundação da abadia de Saint-Vivant de Vergy tenha sido feita antes do ano 900,
porque Manassès, falecido em 918 fundou
esta abadia de Vergy no final da sua vida, no contexto de uma decisão
testamentária” (9);
A Manassés I segue seu filho no
condado de Vergy:
- Manasses II constatamos seria ainda
um wido, mas agora teria uma metade bolsonita por sua mãe Ermengarde (v. 873-921), filha de Bozon, já
rei da Provence.
Manassès
II foi Conde d' Auxerre 896-951, conde de Dijon, tendo também participado
em 890 da tomada de Mont-Saint-Jean, comuna francesa na
região administrativa da Borgonha-Franco-Condado, departamento de Côte-d'Or, conflito
já citado e relativo à tomada aos normandos.
Após Manasses II aparece referido
- Walon de Vergy - citado após 924, filho de Manassès II, neto de Manassès I, bisneto de Guerin I, um wido. Entretanto, não são citadas suas
datas no condado. Assim sendo, não sabemos se oficialmente exerceu a soberania
de Vergy ou apenas era originário de Vergy. Seu irmão Gilbert de Chalon teria chegado a ser o primeiro na Borgonha
por casamento (com uma bolsonita?)
Em 924 Wallon e este seu irmão Gilbert teriam sustentado o tio deles,
Raynard de Vergy, citado acima, visconde d'Auxerre e o pai, Manassès II, Comte
d' Auxerre 896-951, conde de
Dijon em 890 na tomada de Mont-Saint-Jean, comuna francesa na região
administrativa da Borgonha-Franco-Condado, departamento de Côte-d'Or, conflito
relativo à tomada aos normandos. Sugerimos
que Gilbert, como primeiro da Borgonha por seu casamento tenha resolvido o
problema da posse do condado de Vergy (Vexin), d'Amiens e de Valois.
Observação.
Neste período de grandes conflitos na Borgonha apenas temos referido, em fonte
alemã, como conde de Vexin
- Ermenfroi, como conde d'Amiens, de
Vexin et de Valois, antes 895 até 919,
como ligado à Vergy. Ermenfrois
d'Amiens, de Vexin e de Valois aparece neste período apenas na lista dos condes
e senhores de Vexin de possível elaboração alemã. Não teria sido conde de
Chalon.
A provável
filha de Ermenfroi, Hildegard (d'Amiens,
de Vexin e de Valois) em 924 torna-se
herdeira de Vergy, e já casada com Raoul I de Gouy auxilia no
retorno de Vergy da linha e pura original dos wido - e assim Raoul I reunifica os tres condados - Vexin,
Amiens e Valois (10).
Segue a linhagem da Casa de Vergy:
- Raoul I (Radulphus?) de Gouy (n.
c. 873, falecido em 926) conde de Cambrai, conde de Vergy. Pelo lado de sua mãe
Teodberta de Turgau era neto de Buckhardt, o homem mais poderoso
da Suábia um wido (da 11ª geração), já do ramo hunfriding, filho de Adalbert II (10ª geração), descendente
de Hunfried I (11). Entretanto, Buckhardt em 911 foi executado por
seu clã, responsabilizado por conflitos com Luis da Germânia.
Raoul foi casado em primeiras núpcias
com Alaïde de Cambrai (fonte Geni) e em segundo casamento com Hildegard
em 924, herdeira de Vergy - provavelmente filha de Ermenfroi d'As (895-919),
conde d'Amiens, de Vexin et de Valois. Por este casamento com Hildegard,
Rauol I torna-se conde de Vergy (Vexin), d'Amiens e de Valois.
Pelo lado paterno, Ubaldo Marca da Toscana, Raoul I tinha
origens dinásticas francas econides muito
antigas, já ligadas aos wido. Raoul
I neto de Hucbald de Gouy e Hainacq, conde de Ostrevant e de Heilwig
di Friuli; bisneto pelo pai do poderoso Girard II de Fézensac (n.c.
815 - f. em 877) conde de Fézensac, Conde de Viena (815-866), conde de Paris
(861-874), conde de Roussillon, conde de Burbant e de Tournai (870-877), duque
da Borgonha, casado com a filha de Conrad I, Ava ou Eva de Auxerre ou
de Tours (sol. d´Alsace) c.819 – 871 - ela já uma wido do ramo guelfo (12).
Raoul, portanto, era membro da antiga dinastia
franca econide por seu avô e seu pai,
Ubaldo da marca da Toscana, capostipide de linha ucpolding. Este, por seu
segundo casamento com sua mãe Teodberta de Turgau, já ligado aos wido pelos ramos guelfo e hunting. Raoul assumirá o condado de Vergy em 924 até sua morte em 926 (ver
referências completas e fontes sobre Raoul I em nosso trabalho “A linhagem
completa dos Wido” já publicado em nosso blog). Raoul I é sucedido por seu
filho:
- Raoul II – conde de Vexin, Amiens e Valois, morto
em 943. Filho de Raoul I e
Emengad. Por muito tempo se pensou que Gautier, seu sucessor, fosse seu
filho, mas por razões cronológicas é demonstrado que a viúva de Raoul II, Emengard,
não teve filhos. Gautier (Guerin, Warin) considerado agora como o muito
jovem irmão de Raoul II (13).
- Gautier I, conde d'Amiens, de Vexin e de Valois indicado em 943 dará seguimento à linhagem wido em Vergy até depois de 992 - filho de Raoul de Gouy I, comte
d'Ostrevent, em seu casamento com Hildegarde d'Amiens, condessa de
Valois. Gautier indicado como
irmão bem mais moço de Raoul II que teria sido assassinado
em 943. Marido de Eva Adela de Dreux e Adele d'Anjou,
Condessa d'Amiens. Citado na lista de
Vexin. Pai com Adele d´Anjou, Contesse d´Amiens, de Gautier II, que mais tarde também o segue como conde de Vexin, de Valois e d'Amiens. (https://www.smokykin.com/tng/getperson.php?personID=I19771&tree=Smokykin) (14).
- Walon (Walo, Warin) de Vergy (II ?) n. 935 – f.1002/1004,
conde de Chalon, pela
fonte Print Family Tree indicado Seigneur de Vergy c. 970 - c.
1002 e citado como filho de Rodolf (Raoul) II, 925 – 970 ? (15).
O
antecessor deste Walon em Vergy, Gautier I é referido como assumindo em 943, data da morte do seu irmão, e
desempenhando até depois de 992 como
conde de Vergy, filho de Raoul I falecido 926.
Sugerimos ser este Walon agora, portanto,
seja filho do Walon anterior, neto de Manassès II. Lembramos: o Walon
anterior (ver acima) tido como filho de Manassès II d' Auxerre, conde de
Dijon (896-951) em 924 com seu irmão
Gilbert ambos teriam sustentado com o tio deles (acima) Raynard de
Vergy, visconde d'Auxerre, irmão de Manassès II na tomada de
Mont-Saint-Jean. Este Walon, agora já nascido em 935 com parte bolsonida.
Este Walon
nascido em 935, casado cerca de 955 com Judith de Fouvent falecida
depois de 990 (o pai dela: Gérard de Fouvent, Conde de Fouvent). Foram filhos do
casal: Humberto Hezelin de Vergy, Evêque de Paris c. 955-1023 (ver
abaixo), e Gérard de Vergy, Seigneur de Vergy c. 955-1023 que segue,
casado c. 982 com Elisabeth de Chalon, 958-1024.
Conde de Chalon, Seigneur de
Vergy até 1002-1004 ???
Em 1023 o filho Humbert- Hézelin de
Vergy (1000-1060), Senhor de Nuits, arcediago da diocese de Autun,
então bispo de Paris fundou o cabido
de Saint-Denis de Vergy no vizinho
castelo de Vergy, onde instalou dezesseis cônegos. O cabido é dotado entre
outras coisas do vinhedo de Saint Georges cru, um dos crus mais antigos de
Nuits-Saint-Georges. Em 1033, foi fundada a colegiada de Saint-Denis na
colina do castelo, atrás da residência senhorial . A igreja de
Saint-Saturnin em Vergy construída no sopé norte do afloramento rochoso sobre
os restos de um santuário do século VI. Ver notícia repetida abaixo na
Conclusão.
- Gautier II, Le
Blanc (n. c. 970 – f. c. 1027), conde d'Amiens, de Vexin e de Valois
c. 998 até depois de 1017. Filho do precedente Gautier I,
falecido em 992 e Adele d´Anjou, Contesse d´Amiens. Gautier
referido como casado com uma Adèle, possivelmente
Alix (Adele) de Senlis, citada pela
fonte Geni. De Vergy 998 a 1017. https://www.smokykin.com/tng/getperson.php?personID=I19771&tree=Smokykin
- Gérard de Vergy (n. 950/5-1023), senhor de Vergy
970-1023, filho do acima Walon de Vergy,
senhor de Vergy, n.c. 935-1002/1004 com Judith de Fouvent - ela filha de Gérard de Fouvent, Comte de Fouvent
(Fonte sobre M Walon de Vergy Print Family Tree Seigneur de
Vergy (about 970 - about 1002). A mesma fonte refere Gérard casado com Elizabeth
de Chalon (958 ?). Teriam sido pais de Robert de Vergy mais abaixo,
senhor de Vergy 990-1039, casado com
Elizabeth Le Riche cerca 1020 (Fonte http://gilles.maillet.free.fr/histoire/famille_bourgogne/famille_vergy.htm)
Senhor de Vergy até 1023.
Pela mesma fonte: “Em 1023, seu irmão Humbert-Hézelin de Vergy (1000-1060 ),
Senhor de Nuits, arcediago da diocese de Autun, então bispo de
Paris fundou o cabido de Saint-Denis
de Vergy no vizinho castelo de Vergy, onde instalou dezesseis cônegos,
O capbido é dotado, entre outras coisas, do vinhedo de Saint Georges cru, um
dos crus mais antigos de Nuits-Saint-Georges. Em 1033, fundou a colegiada de
Saint-Denis na colina do castelo, atrás da residência senhorial. A igreja
de Saint-Saturnin em Vergy foi construída no sopé norte do afloramento rochoso
sobre os restos de um santuário do século VI “.
- Dreux ou Drogon de Vexin e de Mantes- segundo fonte Geni acima nascido cerca de 990-1000, falecido 2 julho de
1035. Foi conde de Vexin e d'Amiens de 1024 à 1035. Segundo fonte bem
documentada na Wikipedia ele seria filho do anterior Gautier II, le Blanc, comte de Vexin,
d'Amiens e de Valois e de uma Adèle - possivelmente Adéle d´Amiens
citada pela fonte Geni acima. Ele
dividiu os condados com seu irmão Raoul III - Dreux recebeu Vexin e Amiens e permaneceu
fiel aos capetianos, enquanto Raoul IIl teve Valois e se aproximou do Conde de
Blois, que se tornou Conde de Troyes e Meaux. Manteve boa relação com os carolíngios,
mas também com os normandos. Em 1035, ele teria acompanhado o duque da Normandia Robert, o Magnifico, em peregrinação à Jeruzalem, mas
morreu no retorno em junho de 1035; conte d'Amiens e de Vexin até 1035 (16).
- Robert de Vergy (990-1039) , Senhor de Vergy, filho de
Gérard de Vergy acima, casado com Elizabeth
Le Riche cerca 1020.
Senhor de Vergy até 1039.
- Elisabeth
de Vergy, dame de Vergy (n. c.1020 - f.1119 - fonte geneanet), filha do anterior
Robert de Vergy e Elizabeth Le Riche. Casada cerca de 1040 com Savary
(Severicus) de Donsy, Conde de Chalon c.1012-1093. Seu irmão Gauthier II,
Le Riche, Visconte de Dijon c. 1000-1054, também filho de Robert de Vergy.
Filhos de
Elizabeth e Savary: Simon I de Vergy, senhor de Vergy com sua mãe
c. 1055-1127, casado cerca de 1070 com Ermengarde, falecido 1140, e também
com seu filho em seguida Simon II de Vergy, Seigneur de Vergy c. 1076 – c.
1140, casado talvez com Elisabeth Duchesne. O filho deste casal, Guy de
Vergy († 24 fév. ou 4 de abril de 1191), foi ainda co-seigneur
de Vergy com seu tio Hervé († 1171 ou após), filho de Elisabeth e Savaric.
Dame de Vergy até c. 1055.
- Guy de Vergy (†
24 fév. ou 4 de abril de 1191), foi co-seigneur de Vergy com seu tio
Hervé († 1171 ou após), filho de Elisabeth e Savaric. Mort au siège de
Saint-Jean-d'Acre (mdlnds 20).
Observação. Com este cavaleiro Guy de Vergy, cruzado
morto em Acre, damos por terminada nossa listagem da Casa de Vergy.
A partir deste momento a linha wido de Vergy, acrescida pelo sangue dos
Savary se esgarça, ainda que estabelecida
em Vergy (Vexin) no seu celebre castelo fortaleza e Abadia, e não mais iremos
acompanhá-la - pois, sobretudo os nomes característicos da dinastia não mais
estarão presentes na descendência - sendo este Guy (Guido, Warin) de
Vergy morto nas cruzadas em Acre o ultimo senhor de Vergy com o nome desta
dinastia wido.
Documento da própria Dame Elizabeth de
Vergy relembra origens e a origem do patrimônio dos anteriores wido.
No começo do sec.XII uma sua carta-documento,
sem data, doará bens à Abadia de Cister (Abbaye de Cîteaux, Cote-d´Or,
Borgonha). Por este documento calculado entre 1120 ou 1124 (melhor 1119 próxima da data de sua morte?), Elizabeth
de Vergy retorna aos monjes de Saint-Etienne de Dijon a região da
"villa Modeliacus", futuro Meuilley (fonte mdlnds 16) - o que
implicaria que um de seus familiares teria usurpado os monges - e deste modo
ela autoriza aos monges de Saint-Germain-des-Prés a dar as terras de Cîteaux,
"apud Gilliacum", com Gilliac, adquiridas de Aimon e sua esposa Waro...
e seu filho Wido ("Aimonem e
conjugem eius Waronem... e Widonem filios eiusdem") (17).
A Senhoria de Vergy e seu Chateau Fort
tinham deixado de pertencer à tradicional Casa de Vergy, pelo menos depois de 1199
passando em benefício dos duques da Borgonha já do ramo robertino (também de origem wido) pelo
casamento de Alix (Adelheid) de Vergy, nascida
c. 1180 -1252 com o duque Eudes III de Borgonha (1166-1218).
Selo de Alix (Alaíde, Adelheid) de Vergy, nascida
c.1180 -1252
CONCLUSÃO
Lembramos que São Warin (Warin
I, Varinus, Walon, Garnier, Guerin, Guy) fora Conde de Palácio no centro franco,
tido como de origem franco-borgonhesa - Conde de Poitiers
e de Paris (Contagem de Poitiers e Trier) nascido c. 612 na Austrásia – lapidado por
motivos políticos em Arras, c. 674. Seu irmão Leodegarius
(Leger) de Poitiers igualmente martirizado, tirando-lhe os olhos e a língua
- ambos filhos de Sta. Sidarta, ela de
provável origem antiga aegidius/siagrii e borgonhesa dos Garnier.
São Warin fora enterrado nas proximidades de
Arras, região de Vergy (Borgonha do Sul) - atuais comunas de Reulle-Vergy,
L'Étang-Vergy e Curtil-Vergy (Vergy
em francês, Vexin ou Vechin em alemão) – local próximo da
cidade de Arras, onde teria sido martirizado.
Nesta localidade existira no
passado uma fortificação, um antigo castro romano transformado em Chateau Fort - o inexpugnável Chateau de
Vergy - obra de defesa considerada na Borgonha do Sul, por vários séculos,
como extremamente segura.
Placa colocada no afloramento rochoso em Vergy na França ainda hoje homenageia
S. Warin:
“O primeiro senhor de Vergy, Guérin de
Vergy ou Warin de Vergy ou Guerin de Poitiers, irmão de São Leger. O prefeito
do palácio da Nestria, Ebroin, o fez lapidar cerca de 674 ao pé do afloramento
rochoso de Vergy, pouco tempo depois do martírio de seu irmão.”
(« Dans
la vallée, de gauche à droite: Curtil-Vergy, Segrois, ferme des Beveys.
Tout au
fond dans l'autre vallée, Meuilley.
Les
ruines du château sont derrière, celles da l´Abadie St-Vivant devant et en
contre-bas »).
Restos e
ruínas do Château de Vergy
Como outras possessões da Borgonha, Vergy
foi anexada em 1477 aos domínios
reais pela morte de Charles, o Corajoso. O castelo cedido a William IV de Vergy-Autrey por
Louis XI.
Após
a participação de Charles de Lorena
(governador de Borgonha) na Liga Católica,
fato que ocorre de
1589 em diante, “em 1598 o próprio rei Henrique IV emitiu o Édito de Nantes
autorizando aos protestantes a liberdade religiosa e direitos idênticos aos dos
católicos”.
Entretanto,
em 1609 o rei Henrique IV
mandou arrasar completamente o castelo - para fazer cessar na ocasião a guerra
religiosa entre católicos e huguenote.
Sobre o Castelo
de Vergy citamos as seguintes fontes específicas:
-P. Guinard, Recherches sur les
origines des seigneurs de Semur-en-Brionnais, Semur-en-Brionnais, 1996.
-Duchesne, Grande Histoire de la
Maison de Vergy, Paris, 1625)
-A. Quillot (curé de Fixin) "Dissertação
sobre as origens dos cavaleiros de Vergy”, Boletim de história, literatura
e arte religiosa da diocese de Dijon, vol. 16,
1848, pág. 156-164.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Abbaye_Saint-Vivant_de_Vergy
https://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Vergy
http://dictionnaire.sensagent.leparisien.fr/Maison%20de%20Vergy/fr-fr/
A Abadia
de Saint-Vivant
A Abadia
de Saint-Vivant fora construída em Vergy no século IX sobre os corpos
de S. Warin e S. Vivant para protegê-los (A. Quillot, curé de Fixin- "Dissertação
sobre as origens dos cavaleiros de Vergy", Boletim de história,
literatura e arte religiosa da diocese de Dijon, vol. 16,
1848, pág. 156-164).
.
Próximo do ano de 910, Manassès I de Vergy e seu irmão Guerin (Wallon, Walo) de Vergy, bispo
d'Autun, fundam
a Abadia, e as relíquias dos santos Warin e Vivant aí colocadas - Abadia,
construída sobre o tumulo de S. Warin, próximo do Chateau de Vergy – suas ossadas
assim protegidas das invasões normandas.
Mas a Abadia foi destruída, como o
Castelo Fort de Vergy em 1609,
durante as Guerras Religiosas entre Católicos e Huguenotes.
Hoje
em dia esta Abadia tornou-se afamada por seus monges terem continuado a
produzir na região durante cerca de 650 anos entre outros os famosos vinhos da
Borgonha - o Romanée-Conti e Romanée Saint-Vivant, na atual
região Romanée-Conti.
Atualmente a Abadia está em trabalho de
restauração por Aubert de Villaine e a Association L’abbaye de
Saint-Vivant, a partir de 1996.
A nosso ver, os esforços dos monges que mantiveram por tanto tempo esta
produção de excelentes e prestigiados vinhos constituem uma continuada e
expressiva homenagem aos homens santos e mártires do passado longínquo - homens
santos que não deveriam ser esquecidos.
A Restauração da Abadia (fotos 1 e 2)
(foto 1)
(foto
2)
A Igreja de Saint-Saturnin
O Chateau Fort de Vergy no século XII foi considerado uma das fortalezas mais seguras
no reino por Louis VII da França, e até mesmo o papa Alexandre III aí refugiou-se em 1159.
Foi neste
século XII que a igrejinha de
Saint-Saturnin foi construída - igreja ainda hoje existente.
E,
apenas esta igrejinha de Saint-Saturnin se
manteve após toda a destruição, pois o burgo de Vergy também desapareceu
inteiramente.
Igreja Saint-Saturnin de Vergy do siècle XII
A Igreja de Saint-Saturnin
é de estilo
românico do século XII, com uma capela senhorial construída no sec. XVI apresentando
estátuas interessantes do século anterior, e está localizada nas proximidades
das ruínas do antigo burgo castral de Vergy - lugar da importante fortaleza
medieval e das ruínas do Monastério de São Vivant.
A Igreja
Saint-Saturnin de Vergy construída ao pé norte do
esporão rochoso, sobre os vestígios de um santuário do século VI, provavelmente
o local do próprio martírio e morte de S. Warin. O guia turístico “France”
comenta que esta igreja de Saint Saturnin “teria sido construída sobre os
restos de uma antiga igreja merovíngia datada do século VI. O seu coro e
torre sineira datam do século XII e a nave foi ampliada no século XVI. Quanto
ao pórtico de entrada, data do século XVIII” (18).
Em
1023 Humbert-Hézelin de Vergy
(1000-1060) (irmão de Gérard de Vergy (n. 950/5-1023), senhor de
Vergy entre 970-1023, filho de Walon de Vergy,
n.c. 935-1002/1004, senhor
de Nuits, também arcediago da diocese de Autun, então bispo de Paris, fundou o
cabido de Saint Denis de Vergy no vizinho castelo de Vergy, onde
instalou dezesseis cônegos. O cabido foi dotado do Saint Georges cru, um
dos crus mais antigos de Nuits-Saint-Georges. A colegiada de Saint-Denis estabelecida na colina do castelo, atrás
da residência senhorial.
Mas
com a destruição do castelo “a partir de 1766, a abadia e os edifícios
adjacentes pelo desejo dos monges foram demolidos e totalmente reconstruídos,
incluindo a igreja e as caves. Estes últimos foram reconstruídos em dois
níveis, abobadados com arestas, abaixo da nova ala sul; são as principais
construções que sobreviveram até hoje. O arquiteto Christian Laporte, desde os
últimos anos do século XX, responsável pela restauração do local chamou essa fase
de século XVIII "a grande reconstrução". A renda da abadia se não
era considerável, pelo menos significativa: 8.565 libras em 1742, em crescimento” (19).
Por outra fonte enciclopédica francesa obtivemos
informações resumidas, mas completas e detalhadas, apresentada com nossa
tradução e complementações:
“Em 890, durante a devastação das invasões vikings repelidas do Ducado
da Borgonha pelo Duque Ricardo da Borgonha, o Conde Manasses I de Chalon,
de Beaune, Dijon, Auxois, Avallon, Oscheret, de Langres, senhor de Vergy do
Reino da Borgonha, durante o Império carolíngio) e seu irmão, o Bispo de
Autun Wallon de Vergy, acolhem monges [da região] de Vendéia e sua relíquia do santo Viventius (Saint
Vivant) que veio da Palestina para evangelizar o país de Herbauges du
Bas-Poitou. [A fundação da Abadia de Saint-Vivant de Vergy provavelmente tenha
sido feita próxima do ano 900 porque Manassès I, falecido em 918, fundou
esta abadia de Vergy no final da suavida, em uma decisão testamentária. Ver
acima neste trabalho “Desenvolvimento”]. Eles fundaram esta abadia no sopé sul
do afloramento rochoso de seu castelo de Vergy, no lugar de sepultamento de seu
ancestral São Guérin [Warin] de Poitiers e Vergy, poderoso senhor do reino
merovíngio da Borgonha, mártir apedrejado no monte de Vergy em 674 e irmão de
São Léger de Autun. No ano 1000, a abadia foi anexada à Abadia de Saint-Bénigne
em Dijon, depois à Abadia de Cluny em 1087.
Em 1023, o senhor Humbert-Hézelin de Vergy (1000-1060) [irmão de Gérard de Vergy (n. 950/5-1023), senhor de
Vergy 970-1023] senhor
de Nuits, arcediago da diocese de Autun, então bispo de Paris, fundou o
cabido de Saint Denis de Vergy no vizinho castelo de Vergy, onde instalou
dezesseis cânones. O capítulo é dotado, entre outras coisas, com o Saint
Georges cru, um dos mais antigos de Nuits-Saint-Georges. Em 1033, fundou a
colegiada de Saint Denis na colina do castelo, atrás da residência senhorial.
Em 13 de novembro de 1131, o duque Hugues II da Borgonha deu à
abadia de Saint-Vivant de Vergy as terras não cultivadas, bosques e campos que
possuía nas cidades vizinhas de Flagey e Vosne.
Em 1232, a Duquesa da Borgonha, Alix de Vergy (1182-1251),
viúva do Duque Eudes III da Borgonha, família de Vergy) doou seu melhor
vinhedo então chamado “Le Cloux des Cinq Journals” (agora Romanée-Conti e
Romanée Saint-Vivant, [passando] de cloux para
jornal fechado, com área aproximada de 3,4 ares). A abadia o explorou por
quase 650 anos, com os vindimadores da atual Rue du Temps Perdu de
Vosne-Romanée (do atual domínio de Romanée-Conti).
Em 1772, o mosteiro medieval foi totalmente demolido para ser erguido à
moda da época, segundo os planos do arquiteto de Dijon, Jean-Antoine Caristie.
Durante a Revolução Francesa, o mosteiro foi declarado propriedade
nacional e comprado em 1796 pelo mestre de forja de Pellerey, Antoine
Mollerat, que demoliu grande parte do mosteiro, com exceção da igreja do
priorado.
Durante o século XIX, o edifício foi abandonado e utilizado como
pedreira.
Em 1996, as ruínas do
mosteiro foram compradas pela GFA de Romanée-Saint-Vivant. A Associação Abbaye
de Saint-Vivant foi criada três anos depois para salvar e consolidar as ruínas
do mosteiro, um dos edifícios mais antigos que testemunham a história da
Borgonha e um dos mais prestigiosos” (20).
Foto do Interior da igrejinha de Saint-Saturnin de Vergy.
As
ruínas do Castelo Forte, sua Abadia e a Igreja de São Saturnin
são, como observamos locais de grande relevância história – centro da formação moral e política de
muitas casas reais pela Europa derivadas da dinastia wido e da personalidade de
S. Warin.
Desejamos
sucesso na reconstrução da Abadia e da Igreja Saint-Saturnin de Vergy,
do siècle XII, com suas relíquias.
No
interior desta igreja que faz homenagem aos santos mártires, restaurada na
década de 1990, o guia turístico “France” detalha, e você encontrará
“belos
capitéis e estátuas dos séculos XVI e XVII: a Virgem com o Menino, a Virgem da
Misericórdia, Santa Bárbara e um Cristo Benzendo. O prédio está sendo
reformado. O telhado e as paredes da torre sineira acabam de ser refeitos.
Próxima etapa da obra: reforma da nave. A beleza do local vale o desvio com um
passeio até as ruínas da Abadia de Saint-Vivant e do Château de Vergy, com
vistas esplêndidas...”
Notas
(1) Testamento
redigido por S.Leodgard, bem como os Atos do concílio por ele organizado ainda
estão conservados. Carta por ele escrita e eu fez ser enviada à sua unidade após sua
mutilação também permanece.
Pela enciclopédia Wikidédia na mída eletrônica:
“São Leodegard (LEGER)
- Bispo de Autun, nascido por volta de 615; morreu mártir em 678, em Sarcing,
Somme. Sua mãe chamava-se Sigrada e seu pai, Bobilo. Sendo seus pais de alta
linhagem, passou sua infância na corte de Clotaire II. Mais tarde, foi
para Poitiers, para estudar sob a orientação de seu tio, o bispo daquela
cidade. Tendo dado provas de seu saber e virtude, e sentindo-se atraído pela
vida sacerdotal, seu tio o ordenou diácono e o associou à administração da
diocese. Pouco depois, tornou-se sacerdote e, com a aprovação do bispo,
retirou-se para o mosteiro de São Maxêncio em 650. Logo foi eleito abade e se
destacou por reformar a comunidade e introduzir a Regra de São Bento. Em
656, foi chamado à corte pela viúva Rainha Bathildis para auxiliar na
administração do reino e na educação de seus filhos. Em recompensa pelos seus
serviços, foi nomeado Bispo de Autun em 610. Mais uma vez assumiu o trabalho de reforma e realizou um concílio
em Autun em 661. Este concílio desferiu um golpe devastador contra o
Maniqueísmo e foi o primeiro a adotar o Credo de Santo Atanásio. Ele
promoveu reformas entre o clero secular e as comunidades religiosas, e
ressaltou a todos os pastores a importância da pregação e da administração dos
sacramentos, especialmente o batismo. Para isso, o bispo fez erguer três
batistérios na cidade. A igreja de Saint-Nazaire foi ampliada e embelezada, e
um abrigo foi estabelecido para os indigentes. Leodegar também mandou reparar
os edifícios públicos e restaurar as antigas muralhas romanas. Estas últimas
ainda existem e estão entre os melhores exemplares preservados. Em breve,
surgiram sérios problemas no estado. Os Austrasianos exigiram um rei e o
jovem Childerico II foi enviado a eles através da influência de Ebroin, o
prefeito do palácio na Neustria. O último era praticamente um governante e
desejava se livrar de todos que obstruíssem seus planos. A rainha se retirou da
corte para uma abadia que havia fundado em Chelles, perto de Paris. Com a morte
de Clotaire III, em 670, Ebroin elevou Thierry ao trono, mas Leodegar e os
outros bispos apoiaram as reivindicações de seu irmão mais velho Childerico,
que, com a ajuda dos Austrasianos e Burgúndios, acabou se tornando rei. Ebroin
foi exilado para Luxeuil e Thierry enviado a St. Denis.
Leodegar
permaneceu na corte, guiando o jovem rei. Quando o bispo protestou contra o
casamento de Childerico com sua prima de primeiro grau, ele também foi enviado
para Luxeuil, seus inimigos o representando ao rei como um conspirador.
Childerico II foi assassinado em Bondi em 673, por um franco que ele havia
maltratado. Thierry III agora subiu ao trono na Neustria, fazendo de Leudésio
seu prefeito. Leodegar e Ebroin apressaram-se de Luxeuil para a corte. Em pouco
tempo, Ebroin fez Leudésio ser assassinado e tornou-se prefeito. Ele prometeu
vingança ao bispo, a quem considerava a causa de sua prisão. Por volta de 675,
o Duque de Champagne e os Bispos de Châlons e Valence, instigados por Ebroin,
atacaram Autun. Para salvar a cidade, Leodegar se rendeu a eles. Ele foi
brutalmente tratado e seus olhos foram furados, as órbitas sendo queimadas com
ferros em brasa. Os instintos sedentos de sangue de Ebroin ainda não estavam
saciados; ele ordenou que os lábios do santo bispo fossem cortados e sua língua
arrancada. Alguns anos depois, ele convenceu o rei de que Childerico
havia sido assassinado por instigação de Leodegar. O bispo foi apreendido
novamente e, após um julgamento simulado, foi degradado e condenado. Ele foi
levado para uma floresta por ordem de Ebroin e assassinado. Seu
testamento redigido na época do concílio, bem como os Atos do concílio, estão
preservados. Uma carta que ele fez ser enviada à sua unidade após sua mutilação
também permanece. Suas relíquias, que estavam em Sarcing, em Artois, foram
transferidas para a Abadia de São Maxêncio em Poitiers em 782. Mais tarde,
foram removidas para Rennes e daí para Ebreuil, que tomou o nome de
Saint-Léger. Algumas delas ainda são guardadas na catedral de Autun e no
Grand Séminaire de Soissons. Em 1458, o Cardeal Rolin estabeleceu que seu
dia de festa fosse observado como um dia de obrigação”.
Fontes da Enciclopédia:
PITRA,
Histoire de Léger (Paris, 1846)
BENNETT
em Dict. Christ. Biog., s.v. Leodegarius
FAURIEL,
Histoire de la Gaule méridionale, II (Paris 1836), 461-473
GUIZOT,
Collection des mémoires relatifs à l'histoire de France, II (Paris 1823), 325
GUÉRIN,
Vie des saints, XI (Paris, 1880), 619-47
MABILLON,
Acta SS. O.S.B., II (Paris, 1669), 680-705
P.L.,
XCVI, 377-84
CXIII,
373
CXXIV,
529
Analecta
Bollandiana, XI (Bruxelas, 1892), 104-10
KAULEN
em Kirchenlex, s.v.
São
Leodegário (St. Leodegar)
https://www.liriocatolico.com.br/enciclopedia/palavra/sao_leodegario/
Sobre o seu irmão capostipide
São Warin (Guérin ou Garnier de Vergy), Conde de Palácio
franco, seguem algumas gerações citadas em nosso trabalho “As tradições de
origem no Reino franco de Cavalcanti e Monaldeschi” editado em nosso blog no
ano de 2017, nota 1 – Este artigo constitui quadro genealógico auxiliar para
conhecimento sobre os primeiros descendentes de S. Warin e condes de Hesbaye
- quadro que agora repetimos nesta nota, mas que em trabalho específico pretendemos
apresentar ainda ampliado, com maiores detalhes e aprofundamento – com todas as
fontes e informações biográficas pertinentes. Vejamos:
* São Warin, Warin I de Poitiers, (Warin, Guerin, Gerinus, Varinus)
tido de origem de franco-borgonhesa, conde de Poitiers e de Paris. Nascido
cerca de 612 na Austrasia – falecido entre 677/87. Conde de Palácio (Contagem
de Poitiers e Trier). Em 677 Warinus teria
sido apedrejado até a morte perto da cidade de Arras, hoje fronteira belga, por
causa de uma briga entre seu irmão Leodegarius (depois s. Leodgarius) e Ebroin,
o prefeito franco do palácio da Nêustria inimigo político de sua família. Warin
I de Poitier foi tornado mais tarde São Warinus, mártir franco.
* St Lambert, Landebertus de Maastrich, Lampertt I - já referido em
genealogia como de Herbaye, n. 636 - f. 705, filho do acima
santificado Warin I (Guerin, ou Guerino) com Gunga de Metz. Lambert foi
Bispo de Maastricht- Liège (Tongeren) do ano próximo de 670 até sua morte.
Cristianizador da região de Maastrich (Flandres, Bélgica), educado por seu tio
Theodobertus de Maastricht, St. Theodard, membro da dinastia bávara agilofing também
assassinado em cerca de 669. O próprio Lambert de Maastrich assassinado,
e depois tornado santo, também pivô no enfrentamento entre merovíngios e carolíngios.
* St Liutwin (ou Leudwinus), Bispo ou Arcebispo de Trier e Bispo de
Laon – tido também como filho de São Warin I (Guerin, Gerwin) de
Poitiers acima referido e de Gunza (Poitiers) van Metz. Nascido cerca de 660 em
Mettlach, Alemanha – falecido 717 em Reims, França. Casado com uma agilolfing, filha do dux Teodoro II,
duque da Bavaria. Por sua própria santidade e de sua família adquiriu grande
relevância religiosa em sua época. Sua biografia já bem estudada e balizada.
Teria sido avô de:
* Lampert II (Lamperthus, Lamperto) Conde de Hasbaye em 706,
Contagem na Neustria. Indicado como abade de Mettlach, bispo de Metz. Referido
como Primaz da Galia e Germânia, primeiro abade de Lorsch. Com datas cotejadas
para seu nascimento indicamos c. 670 – f. 742. Filho de Crodobertus II (650) e Doda
de Poitiers, conforme as fontes genealógicas genealogiequebec. info/ e
Geni) - neste caso neto de São Lambert I (n.
636- f. 705). Pai de :
* Robert, dux de Hesbaye I (falecido 764). Tido como filho de Lampert
II, Conde de Hesbaye e Chrotlind, filha de Teodorico III da Nêustria e São
Amalaberga. Robert Conde Palatino sob Childerico III. Em parte Robert I
já está bem documentado. Chegou a ser dux
em Hesbaye no ano de 732 e conde do Alto Reno (Oberrheingau) e Wormsgau em
750. Entretanto, logo em 751 quando Childerico III ultimo rei merovíngio tem mesmo seus cabelos
tosados, Robert em 757 é enviado como “Missi Dominici” (“régio patroa”) à
Itália (emissário diplomático). A aldeia de Seckenheim onde ainda hoje se
encontra uma antiga igreja de Saint Gilles (Santo Egídio ou Giglio) aparece
mencionada no código de Lorsch em 766, dois anos depois de sua morte.
* Warin II de Aldorf e Hesbaye – transferido pelos carolíngios para Narbonne na frente
muçulmana, estrategicamente casado na família do líder lombardo Hyldebrando que acompanhou a descida de Carlos
Magno – seus filhos lutaram nas frentes francas de Barcelona, Córsega, Veneto e
Friul, já na península italiana. A no nosso artigo “Lista geral da Linhagem
Wido”. linhagem em seqüência
oportunamente será apresentada
(2) Adalard ou Alerán (c. 780 – f. 851/
852, ou 858), contagem de Worms e de Troyes. Segundo documento citado no Med/Suabia
seria filho de Isambart I von Thurgau (c. 750 806 - marca de Friul, referido
como Isembart Von Altdorf ou Isambart III da Saxônia por casamento). Adalard neto
do conde Warin II de Hesbaye e Altdorf será um importante elo familiar no
século seguinte entre a dinastia wido e
as várias outras dinastias que deste tronco central já se espraiavam pela
Europa: dinastia hunfring, notabilizada
na descida franca pelos Alpes para a Itália com sequência guelfa tão contestadora; os condes d´Anjou prolongados pelos
franceses plantagenetas, robertinos e capetos; os adalberti e hucpolding já
localizados na Toscana e até mesmo, para nós, os walfredo da casa real da Catalunha.
(3) Na 9ª
geração da dinastia dos wido, Guérin I
(Guido ou Warin) nascido bem antes de 790 (data de seu casamento) e falecido
em 853 é indicado tradicionalmente como filho e seguindo Warin d´Avergne,
mas sua data de nascimento não se coaduna com a de Warin d´Auverne. Também
sugerido que os d´Auvegne não teriam filhos (D'après Histoire des évêques de
Mâcon, de La Rochette, 1866, p. 250: “Warin
et Albane se retirent à Cluny, pour y finir leurs jours en 834... D'autre part,
le même document indique encore, p. 250, qu'ils n'avaient pas d'enfant... Warin
et Albane n'ayant pas d'enfant et voulant finir leurs jours dans la méditation
et la prière se retirèrent à Cluny qu'ils avaient échangé, quelques années auparavant,
avec Hildebold, évêque de Mâcon, contre le village de Genouilly et des terres
en Auvergne et en Nivernais, avec leurs serfs et toutes leurs dépendances».
Guérin I nascido bem antes de 790
foi duque da Provence, da Borgonha em 841. Conde de Chalon, Mâcon, Autun
e Arles e também depois de Toulouse; casado com Alba d'Autun em c. 790,
neta de São Guilhome de Gelonne, filho de Teodorico, o Melhor (730-792).
Sugerimos - Guerín I seria da casa dos
teodoricos bávaros unidos aos wido, pois sua data de nascimento não
se adéqua a data de seu possível pai, Warin d ´Avergne, com quem é muitas vezes
confundido. Seria ele filho de Adalard
III falecido em c. 763 que teria sido conde de Chalon entre 763/765?
Adalard III (f. c.763) informado por fonte enciclopédica francesa “comte de
Chalon, fils de Childebrand de Nivelon (Nibelung III? de Chalon), tué par
Hipling, comte d'Auvergne, en défendant Châlon pour Pépin le Bref contre
Waiffre, duc d'Aquitaine)”. Tudo indica
este Adalard III por seu nome dava continuidade à dinastia dos merovíngios bávaros dos Teodorico, a
qual os wido eram aparentados. O
antepassado wido, S. Leutwin,
referido na nota 1 acima (n.c. 660
em Mettlach, Alemanha – falecido 717 em Reims) fora casado com uma agilolfing, Willigard,
filha do dux Teodoro II, duque da Bavaria.
Por fonte francesa: “Guérin ou
Warin († 853), comte d'Auvergne (Guérin II), de Chalon, d'Autun, de Provence,
d'Arles, de Bourgogne et ensuite de Toulouse.” Foi Guérin I da Borgonha em 841,
Comte de Chalon (836 - 853), Mâcon, Autun (844-853) - “Ayant pris le parti de
Lothaire, il est destitué de ses titres par Louis le Pieux vers 834. Il est em
suite rétabli dans les «honneurs» vers 839”.
Como Guérin incialmente apoiou Lotário suas
honras lhe teriam sido retiradas no mesmo ano de 834, observamos, em que Warin
d Áuverge é beneficiado por Luiz o Pio. As “honras" de Guérain lhe foram
restauradas por volta de 839, por ocasião da batalha de Fontenoy-en-Puisaye
em 841, e logo depois neste mesmo ano foi titulado duque ou conde da
Borgonha.
Teria
contribuído para a vitória de Carlos o Calvo nesta batalha.
Sua biografia observada em cartas e crônicas
como Vita Hludovici ou Vita Hludovici Imperatoris - biografia anônima do imperador
Louis, o Piedoso.
Guerin (Warin, Guido) de Provence,
casado com uma neta de S. Guilherme de Gellone teria apresado seu
parente por casamento, Bernardo de Septimânia, governante visigodo
de Narbonne, um dos filhos de S. Guilherme de Gellone. Bernardo de Sptimânia
pela terceira vez nos anos 835-844 fora tido como traidor em relação ao
conflito entre Carlos o Calvo e Pepino II. Bernardo foi detido a mando do rei e
decapitado em 844. E neste mesmo ano de 844 Guido (Guerin) de Provence teria
sido levado à presença, apresentado a Carlos, o Calvo. Deste episódio
depreende-se que encarregado por Carlos, O Calvo, Guerin I de Provence teria
sido o responsável pelo apresamento em Narbonne e morte do próprio pai de
Guilhermo da Septmãnia, Bernardo de Septimânia, filho de seu grande sogro São
Guihermo de Gellone.
Guerin I teria sido pai de - F1
Bernard de Chalon e - F 2 Emertrude (ou Emengarde) (b) e - F3 Isembard II,
ainda avô, por Bernard, de N Teodorico (ou Thierry de Vergy) da linha da casa
de Vergy (b) († vers 883) “supposé comte de Chalon vers 856 (car Isembart [II],
fils de Guérin, l'a été avant 858). Theodorico, pai de B Manassès, casa de
Vergy. O pai de Thierry, Bernard, filho de Guerin I, teria sido também de
Chalon 815 - 868. Thierry calculamos em Chalon, Beaune, Dijon e Auxois de 871-
883. Adiante Manassès I da casa de Vergy será ainda de Chalon, v. 875. (“
Guérin de Chalon Comte de Chalon (836-853), Mâcon, Autun (844-853), Bourgogne
ca 780-853 marié avec Alda de Autun (790) ,[neta de S. Guilhon , filha
Teodorico, seu bisavô Teodorico] dont Bernard de Chalon, Comte d'Auvergne et
Velay 815-868 marié avec Lieutgarde d'Auvergne ca. 825 - dont: Ermengarde de
Chalon ca 845-881/ Théodoric de Chalon, Comte de Chalon sur Saône 71, Macon 71,
Autun 71 ca 820-883 marié avec ? dont : Manassés Ier l'Ancien de Chalon, Comte
de Chalon (883-918) Beaune 21,Langres (894-918), Dijon, Oscheret ca 875-918,
Aymard de MAILLY, Comte de Dijon 21 /883.”)
(4) “Manassès Ier de Chalon ou Mainier (v. 875 -
910/918) dit l’Ancien, comte de Chalon, de Beaune, de Dijon et d'Auxois
(887-918), seigneur de Vergy (893-918) et de Langres (894-918). Né vers 875. Il
disparaît vers 910/918 et son épouse
Ermengarde (v 873-921) fille de Boson, roi en Provence, le fera inhumer dans
son monastère”.
(5) Tendo os descendentes dos wido perdido a predominância no condado
da Provence, temos que o comando do condado é substituído por membros da
dinastia dos bolsonidas (ou binivides), constando da lista dos
Condes da Provence e da Borgonha os nomes bolsonidas
de Boson V da Provence (877 - 880) e Richard - duque da
Bourgogne, o Justiceiro por volta de 890, filhos de Bivin de Gorze.
Lembramos que um membro da família wido já do ramo udaricher, Uldaric III (ou Oldarico), conde de Argengau y Linzgau (806-817)
e da Récia havia perdido a marca da Gothia no ano de 858 – mesmo ano em
que ocorre o rompimento de Conrado I, duque da Bavária, um wido do ramo já guelfo, com o rei Luiz o Germânico por causa da perda de terras e
suas honras bávaras. Assim sendo o nobre carolíngio Ecchard aparece como conde de Chalon de 863 à 876 e
conde d'Autun et de Mâcon de 873 à 876.
A que tudo indica ele substituiu o wido
já de ramo hunfried, Hunfrid III
(ou Onfroi) no condado de Chalon, após também um ato de rebeldia deste em 868. Carlos
o Calvo teria então preferido privilegiar na Provence e na Borgonha a
dinastia bolsonida - família a que
pertencia sua segunda mulher, Richilda filha de Boso V, Duque da
Provence. Fatos já estudados em nosso trabalho “Rebeldias dos wido”, ainda inédito
Ricardo o Justiceiro era bolsonida, filho de Bivin de Gorze e
de Riquilda. Seu irmão Boson V da Provença e sua irmã mais nova,
Riquilda tornada agora segunda esposa de Carlos, o Calvo. Carlos
teria nomeado Boson "duque e vice-rei da Itália e duque da Provença".
(6)
Fonte da Wikipédia bem balizada ainda indica sobre Manasses I: “Il est au côté du duc Richard le Justicier et
combat les Vikings qui ravagent la Bourgogne. Il participe aux batailles de
Saint-Florentin et d’Argenteuil contre les Normands en 898. Sur la fin de sa
vie il fonde le monastère Saint-Vivant de Vergy à Curtil-Vergy sur les conseils
de son fils Hervé, dit aussi "Hervé de Chalon", évêque d'Autun
de 920 à 929. En ce lieu il permet l'installation des moines de Biarne qui
fuyaient les Normands d'Astings (ou Austin ou encore Hasting) qui, vers 886,
après le siège de Paris, s'avançaient vers la Bourgogne. Il disparaît vers
910/918 et son épouse Ermengarde (v. 873-921) fille de Boson, roi en
Provence, le fera inhumer dans son monastère. Il laisse cinq enfants: Walon
de Vergy (ru) (ap. 924), Herve, Gilbert de Châlon, Manasses
[II] Ermengarde [III] épouse de le comte Liétald II de Mâcon”.
(7) Texto enciclopédico original: “En 890, durant
les ravages des invasions vikings repoussées hors du duché de Bourgogne par le
duc Richard de Bourgogne, le comte Manassès Ier de Chalon (comte de Chalon, de
Beaune, de Dijon, d'Auxois, d'Avallon, d'Oscheret, de Langres, seigneur de Vergy
du Royaume de Bourgogne durant l'Empire carolingien) et son frère l'évêque
d'Autun Wallon de Vergy accueillent des moines de Vendée (et leur relique du
saint vendéen Viventius (saint Vivant) venu de Palestine pour évangéliser le
pays d'Herbauges du Bas-Poitou). Ils fondent cette abbaye au pied sud de
l'éperon rocheux de leur château de Vergy, sur la sépulture de leur ancêtre
saint Gairin de Poitiers et de Vergy, puissant seigneur du royaume de Bourgogne
mérovingien, martyr lapidé sur le mont de Vergy en 674 et frère de saint Léger
d'Autun. En l'an mille, l'abbaye est rattachée à l'abbaye Saint-Bénigne de
Dijon, puis à l'abbaye de Cluny en 1087”.
(8)
Texto enciclopédico original: “Manassès
Ier de Chalon ou Mainier (v. 875 - 910/918) dit l’Ancien, comte de Chalon,
de Beaune, de Dijon et d'Auxois (887-918), seigneur de Vergy (893-918) et de
Langres (894-918). Né vers 875, Manassès serait le fils de Manassès, comte de
Dijon I, ou de Théodoric (Thierry), seigneur de Vergy, lui-même supposé fils de
Warin Ier d'Auvergne [neto de Guerin I]. Il est au côté du duc Richard le
Justicier et combat les Vikings qui ravagent la Bourgogne. Il participe aux
batailles de Saint-Florentin et d’Argenteuil contre les Normands en 898. Sur la
fin de sa vie il fonde le monastère Saint-Vivant de Vergy à Curtil-Vergy sur
les conseils de son fils Hervé, dit aussi "Hervé de Chalon", évêque
d'Autun de 920 à 929. En ce lieu il permet l'installation des moines de Biarne
qui fuyaient les Normands d'Astings (ou Austin ou encore Hasting) qui, vers
886, après le siège de Paris, s'avançaient vers la Bourgogne”.
(9)
Sobre os restos de São Vivant é informado pela fonte Thatch, 1925, p.
346-347, citado por Marilier 1970, p. 111. Marilier, Abbé Jean -
"Saint-Vivant de Vergy", Memorando da Comissão de Antiguidades da
Côte-d'Or (CACO), 1970-1971: “Enterré sur place, sa sépulture reste intacte
jusqu'aux invasions vikings de la fin du ixe siècle; en ces temps perturbés,
les religieux partent alors avec les reliques pour les mettre à l'abri [4.] Ils
vont d'abord à Clermont, où ils sont accueillis par l'évêque d'Auvergne
Agilmarus (873-891). Agilmar leur donne un de ses domaines familiaux dans le
comté d'Amaous, sur lequel les moines construisent un établissement religieux:
le monastère Saint-Vivant en Amaou, sur la commune actuelle de Biarne (dans le
département du Jura, entre Auxonne (8 km au nord-ouest) et Dole (6 km au
sud-est), entre les rivières Saône (6 km à l'ouest) et Doubs (8 km au
sud-ouest) [2]. L'abbé Chaume date cette arrivée en Amaous de 8685”.
(10) “Raoul
l épousa vers 924 Hildegard
héritière des comtes Ermenfroi et Gozdert [c. 819 – 871,?], et fille
probable du premier. Ces deux comtes possédaient les comtés d'Amiens, de Valois
et du Vexin. Édouard de Saint-Phalle pense que Ermenfroi possédait les trois
comtés; Pierre Baudin signale que c'est plutôt Raoul qui regroupa les trois
comtés. En tout cas, il est certain qu'il les acquit par l'intermédiaire de
son épouse. D'Hildegarde, il eut : Raoul II, tué en 943, comte de
Vexin, d'Amiens et de Valois e probablement
também Gautier, qui deviendra également comte de Vexin, d'Amiens
et de Valois (On a longtemps pensé que Gautier était fils de Raoul II
pour des raisons chronologiques, mais il a été démontré que la veuve de Raoul
II n'avait pas eu d'enfant, et l'on considère maintenant Gautier [Guerin,
Walon, Warin] comme un frère très jeune de Raoul II.”
(11) Seu
antepassado wido Isembart l von
Thurgau (8ª g), marca de Friul, referido como Isembart Von Altdorf ou
Isambart III da Saxônia (por casamento) era já filho de Warin II de Hesbaye
e Altdorf (7ª geração wido) que fora transferido pelos carolíngios para a frente de luta em Narbonne e casado em 744 com
Adelinde de Spoleto - ela filha do chefe lombardo
Hildebrando.
Isembart nascido c. 745 em Narbonne, Aude,
Languedoc-Roussillon, falecido 806 em Friul, Saxônia, onde atuou pela marca.
Fonte genealógica detalhada dá informações
de que Isambart I quando jovem atuou em Thurgau ou Altdorf - região onde
seu avô Robert I estivera antes de seu segundo casamento auxiliado por parentes
alamanni, e onde seu pai Warin II
também atuou quando jovem (Consultar nosso trabalho “Os Alamanni” com todas as
fontes no blog http////: rosasampaiotorres. blogspot.com/).
A etnia alamanni na ocasião estava sendo submitida aos francos carolíngios - região onde os dois
jovens filhos de Warin II, Warin III e o próprio pequeno Isambart I, segundo
nossas pesquisas, teriam sido estabelecidos incialmente para comando como
condes com auxilio de Ruthard, um alamanni.
Isembard I foi casado na família dos geroldings com Emertrude da Suábia, filha do muito rico Gerold I Wizingau e Emma von Alemanien.
Isambart atuou na frente de luta de Narbonne
e depois na Marca de Friul - região próxima ao Veneto que custou numerosas
vidas aos seus parentes próximos e afins da dinastia gerolfings durante a descida - estes já mesclados aos da elite alamanni.
Isembart I von Thurgau por casamento
com um princesa saxã (c.760) torna-se
importante representante franco com o título de Isambart III da
Saxônia, genealogicamente indicado como o
tri-avô de Hucbald de Hainacq -
este dará origem à dinastia dos ucpoldings
estabelecida na Toscana em meados do século seguinte.
(12) Segundo
a cuidadosa fonte Wikipédia francesa, repetimos com acrescentamentos: “Raoul l
épousa vers 924, Hildegarde, héritière des comtes Ermenfroi et Gozdert, et
fille probable du premier. Ces deux comtes possédaient les comtés d'Amiens, de
Valois et du Vexin. Édouard de Saint-Phalle pense que Ermenfroi possédait les
trois comtés, Pierre Baudin signale que c'est plutôt Raoul qui regroupa les
trois comtés. En tout cas, il est certain qu'il les acquit par l'intermédiaire
de son épouse. D'Hildegarde, il eut: Raoul II, tué en 943, comte de Vexin,
d'Amiens et de Valois e probablement também Gautier, qui deviendra également
comte de Vexin, d'Amiens et de Valois. On a longtemps pensé que Gautier était
fils de Raoul II pour des raisons chronologiques, mais il a été démontré que la
veuve de Raoul II n'avait pas eu d'enfant, et l'on considère maintenant Gautier
[Guerin, Walon, Warin em seguida ] comme un frère très jeune de Raoul II”.
(13)
Raoul II tué en 943, comte de Vexin, d'Amiens et de Valois e
probablement Gautier, qui
deviendra également comte de Vexin, d'Amiens et de Valois (On a longtemps pensé
que Gautier était fils de Raoul II pour des raisons chronologiques, mais il a
été démontré que la veuve de Raoul II n'avait pas eu d'enfant, et l'on
considère maintenant Gautier [Guerin, Walon, Warin em seguida] comme un frère
très jeune de Raoul II.”
(14) Pela fonte genealógica Geni:
« Gautier I, 943 – depois de 992.
Conde d'Amiens, de Vexin e de Valois. Filho de Raoul de Gouy,
comte d'Ostrevent e Hildegarde d'Amiens, condessa de Valois. Marido de Eva
Adela de Dreux e Adele d'Anjou, Condessa d'Amiens. Pai de Ralf de
Tirel; Geoffroy I, conde de
Gâtinais; Gautier II, coonde de Vexin, de Valois et d'Amiens; Guy,
bishop of Soissons; Raoul de Vexin e 2 outros. Irmão de Raoul II,
comte de Vexin Meio-irmão de Geoffroi I "Papabos", vicomte de Bourges
e Humbert de Chartres»
(15) Fonte Print Family Tree sobre este Walon afirma:
« Seigneur de Vergy (about 970 - about
1002) : M Walon de Vergy :
Parents :Rodolphe [ou Raoul] de Vergy, Comte d’ Auxerre and de
Dijon (925-970), Seigneur de Vergy (925-970), born about 915, Deceased in 970
age at death: possibly 55 years old Married
to Raingarde, Deceased Spouses, children, grandchildren and great-grandchildren
Married about 955 to Judith de Fouvent, Deceased after 990 (Parents : M
Gérard de Fouvent, Comte de Fouvent † &
F ? ?) with M Humbert Hezelin de Vergy, Evêque de Paris ca
955-1023/ M Gérard de Vergy, Seigneur de Vergy ca 955-1023 (genro) married
about 982 to Elisabeth de Chalon 958-1024 ».
(16) Fonte enciclopédica francesa bem balisada e citando suas próprias
fontes afirma também: “À la mort de son père, afin de préserver le patrimoine
familial, il partagea les comtés avec son frère Raoul III. Dreux reçut le Vexin
et Amiens et resta fidèle aux capétiens, tandis que Raoul eut le Valois et se rapprocha du comte de Blois,
devenu comte de Troyes et de Meaux. Le troisième frère, Foulque, était déjà
évêque d'Amiens. Outre l'alliance capétienne, Dreux II entretient de bonnes
relations avec la Normandie, à l'image de ses prédécesseurs. Les enfants
d'Æthelred II et d'Emma de Normandie étant réfugiés à Rouen, et pour renforcer
une alliance avec la Normandie, Dreux II épousa en 1013 Godjifu, fille
d'Ethelred et d'Emma. Ils eurent : -
Gautier III († 1063), comte de Vexin, d'Amiens et du Maine - Foulques II (†
1058), évêque d'Amiens e Ralph le Timide
(† 1057), comte de Hereford. En 1035, il accompagna le duc de Normandie Robert
le Magnifique en pèlerinage à Jérusalem, mais meurt au retour à Nicée, en juin
1035”. Fontes - Pierre Bauduin, La
Première Normandie (xe-xie siècles), Caen, Presses Universitaires de Caen,
2004, 474 p. [détail des éditions] (ISBN 2-84133-145-8) Édouard de Saint
Phalle, « Les comtes de Gâtinais aux xe et xie siècle », dans Onomastique et
Parenté dans l'Occident médiéval, Oxford, Linacre College, Unit for
Prosopographical Research, coll. « Prosopographica et Genealogica / 3 », 2000,
310 p. (ISBN 1-900934-01-9), p. 230-246.
(17) Documento citado por fonte genealógica: «Début
xiie (charte non datée) Elizabeth de Vergy donne des biens à Cîteaux. En 1120 ou 1124,
elle redonne à Saint-Étienne de Dijon la manse de la
"villa…Modeliacus", futur Meuilleymdlnds 16 (ce qui sous-entend
clairement qu'un de sa famille l'avait volé des moines en premier lieu) ; elle
autorise les moines de Saint-Germain-des-Prés à donner à Cîteaux des terres
"apud Gilliacum" acquises de "Aimonem et conjugem eius Waronem...et
Widonem filios eiusdem" (Aimon et sa conjointe Waro... et leur fils
Wido) ».
(18) Do original: “Cette église aurait été
construite sur les restes d’une ancienne église mérovingienne remontant au
VIe siècle. Son chœur et son clocher datent du XIIe siècle et la nef a été
agrandie au XVIe. Quant au porche d’entrée,
il date du XVIIIe siècle” .
(19) Texto traduzido de enciclopédia francesa
sobre a Abadia.
(20)
“En 890, durant les ravages des invasions vikings repoussées hors du duché de
Bourgogne par le duc Richard de Bourgogne, le comte Manassès Ier de Chalon
(comte de Chalon, de Beaune, de Dijon, d'Auxois, d'Avallon, d'Oscheret, de
Langres, seigneur de Vergy du Royaume de Bourgogne durant l'Empire carolingien)
et son frère l'évêque d'Autun Wallon de Vergy, accueillent des moines de Vendée
(et leur relique du saint vendéen Viventius (saint Vivant), venu de Palestine
pour évangéliserle pays d'Herbauges du Bas-Poitou). Ils fondent cette abbaye au
pied sud de l'éperon rocheux de leur château de Vergy, sur la sépulture de leur
ancêtre saint Gairin de Poitiers et de Vergy, puissant seigneur du royaume de Bourgogne
mérovingien, martyr lapidé sur le mont de Vergy en 674 et frère de saint Léger
d'Autun. En l'an mille, l'abbaye est rattachée à l'abbaye Saint-Bénigne de
Dijon, puis à l'abbaye de Cluny en 1087”.
En 1023, le seigneur Humbert-Hézelin de
Vergy (1000-1060), seigneur de Nuits, archidiacre du diocèse d'Autun, puis
évêque de Paris, fondent le chapitre de Saint Denis de Vergy dans le château de
Vergy voisin, ou s'installent seize chanoines. Le chapitre est entre autres
doté du cru Saint Georges, l'un des plus anciens de Nuits-Saint-Georges. Il
fonde en 1033 la collégiale Saint Denis sur la colline du château, en arrière
du logis seigneurial.
Le 13 novembre 1131, le duc Hugues II de
Bourgogne donne à l'abbaye Saint-Vivant de Vergy les terres incultes, les bois
et les champs qu'il possède dans les communes voisines de Flagey et de Vosne.
En 1232, la duchesse de Bourgogne Alix de
Vergy (1182-1251, veuve du duc Eudes III de Bourgogne, famille de Vergy) fait
don de son meilleur vignoble alors baptisé Le Cloux des cinq journaux (actuelle
Romanée-conti et Romanée Saint-Vivant, cloux pour clos, journal, d'une
superficie d'environ 3,4 ares). L'abbaye les exploite durant près de 650 ans,
avec les vendangeoirs de l'actuelle rue du Temps perdu de Vosne-Romanée (de
l'actuel domaine de la Romanée-conti).
En 1772, le monastère médiéval est
entièrement démoli pour être relevé à la mode de l'époque, selon les plans de
l'architecte dijonnais Jean-Antoine Caristie.
Pendant la Révolution française, le
monastère est déclaré bien national et acheté en 1796 par le maître de forges
de Pellerey, Antoine Mollerat, qui fait démolir une grande partie du monastère,
à l’exception de l'église prieurale.
Au cours du XIXe siècle, l'édifice est à
l'abandon et sert de carrières de pierres.
En 1996, les ruines du monastère sont
rachetées par le GFA de la Romanée-Saint-Vivant. L'Association Abbaye de
Saint-Vivant est créée trois ans plus tard pour sauver et consolider les ruines
du monastère, un des plus anciens édifices témoins de l'histoire de la
Bourgogne et des plus prestigieux”.
DOCUMENTOS
- Carta remanescente de São Leodegarius à sua mãe hoje guardada
em arquivo religioso registra o seu drama. “Seu
testamento redigido na época do concílio, bem como os Atos do concílio, estão
preservados. Uma carta que ele fez ser enviada à sua unidade após sua mutilação
também permanece. Suas relíquias, que estavam em Sarcing, em Artois, foram
transferidas para a Abadia de São Maxêncio em Poitiers em 782. Mais
tarde, foram removidas para Rennes e daí para Ebreuil, que tomou o nome de
Saint-Léger. Algumas delas ainda são guardadas na catedral de Autun e no Grand
Séminaire de Soissons”.
- Documento de Dame Elizabeth de Vergy que relembra a origem do patrimônio
dos anteriores wido. Carta-documento, sem data, doando bens à Abadia de
Cister (Abbaye de Cîteaux Cote-d´Or, Borgonha). documento calculado entre
1120 ou 1124 (melhor 1119)
BIBLIOGRAFIA
Torres, Rosa Sampaio – artigo “Sta.
Sigrada de Sisson” publicado na Revista ConTexto.
- artigo “A linhagem completa dos Wido” já
publicado no blog HTTP////: rosasampaiotorres. blogspot.com/
. - artigo
“As tradições de origem no Reino franco de Cavalcanti e Monaldeschi” editado em
nosso blog no ano de 2017,
- artigo
“Os Alamanni” com todas as fontes no blog http////: rosasampaiotorres.
blogspot.com/).
-
artigo “Rebeldias dos wido”, inédito.
Vita Hludovici ou Vita Hludovici
Imperatoris - biografia anônima do imperador Louis, o Piedoso
Histoire
des évêques de Mâcon, de La Rochette, 1866.
P. Guinard - Recherches sur les
origines des seigneurs de Semur-en-Brionnais, Semur-en-Brionnais, 1996.
Duchesne, Grande Histoire de la
Maison de Vergy, Paris, 1625.
A. Quillot (curé de Fixin)
"Dissertação sobre as origens dos cavaleiros de Vergy”, Boletim de
história, literatura e arte religiosa da diocese de
Dijon, vol. 16, 1848.
Thatch, 1925, p. 346-347, citado por
Marilier 1970, p. 111. Marilier, Abbé Jean - "Saint-Vivant de Vergy",
Memorando da Comissão de Antiguidades da Côte-d'Or (CACO), 1970-1971:
Pierre Bauduin, La Première Normandie (xe-xie siècles), Caen, Presses
Universitaires de Caen, 2004, 474 p. [détail des éditions] (ISBN 2-84133
-145-8)
Saint Phalle, Édouard de « Les comtes de Gâtinais aux xe et xie siècle »,
dans Onomastique et Parenté dans l'Occident médiéval, Oxford, Linacre College,
Unit for Prosopographical Research, coll. « Prosopographica et Genealogica / 3
», 2000, 310 p.
ENDEREÇOS NA MIDIA ELETRÔNICA
Enciclopédia, Wikipédia:
Enciclopédia Wikipédia francesa
https://fr.wikipedia.org/wiki/Abbaye_Saint-Vivant_de_Vergy
https://en.wikipedia.org/wiki/House_of_Vergy
http://dictionnaire.sensagent.leparisien.fr/Maison%20de%20Vergy/fr-fr/
https://www.smokykin.com/tng/getperson.php?personID=I19771&tree=Smokykin
http://gilles.maillet.free.fr/histoire/famille_bourgogne/famille_vergy.htm)
Fontes genealógicas :
genealogiequebec. info/
Geni
Geneanet
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